APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SOBRE O LUAU DO DIA 11.10.11 - Importantes comentários




ALI TEM HISTÓRIA!  http://apoesc.blogspot.com/2011/10/ali-tem-historia-rogerio-almeida.html


PALAVRAS DE AGRADECIMENTO (Cleudia Pinheiro) - http://apoesc.blogspot.com/2011/10/palavras-de-agradecimento-cleudia.html



Jose Eromildo Pereira Eromildo
"O Luau realizado  nesta data (11/10), ultrapassou todas as
expectativas geradas para que se propunha a sua participação. Tivemos
a oprtunidade e a satisfação de encontar nossas raizes  representadas
pelas memórias expostas,  pelas melodias cantadas e poemas declamados
de forma natural na sua originalidade, pelos poetas presentes.
Espero que outros eventos desta natureza sejam realizadas com mais
frequencia e que sua divulgação seja uma alavanca de crescimento
socio-cultural.
Um grande abraço a todos os idealizadores deste movimento e peço a
Deus que os iluimine suas mentes com bastente inspiração."

José Eromildo Pereira



Um novo conceito de cultura: “um
ousado movimento pela
liberdade”, pela “necessidade”
de “criar”, uma “recusa à oferta
de uma vida animal segura”
(BAUMAN, p.335).

Ontem no Museu Auta Pinheiro, sob o olhar enigmático da lua, cantamos e
encantamos o sertão em verso e prosa. Um culto sincero ao que nos é peculiar, às
nossas raízes, ao nosso torrão querido... O que a princípio imaginamos um evento
intimista, tornara-se um grande espetáculo solto, livre, liberto como A COBERTA
DE TEATRO que balança ao soprar do vento.
Sobre o Museu, querido Gilberto, e sobre a Casa de Cultura Palácio do Inharé, que
ainda está longe de se configurar como um Auta Pinheiro, não pela essência, nem
muito menos pela força de vontade, mas pela lentidão do poder público em fazer
guinar o templo de nossa subjetividade. Investimento em cultura no país de faz de
contas não passa de sonho.
Hoje mesmo passei os olhos neste pequeno fragmento que encontrei...não que ele
venha a calhar, apenas, resumidamente alimentará a alma de cada artista que pode
contribuir a excepcionalidade do evento.
"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos
redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente.
Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar
deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é
ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente.
E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as
pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o
mudam."( j. kEROUAC)
O Auta Pinheiro é um museu “vivo”, e que bacana que nosso museu rural não
incorporou a idéia de tradição como algo imóvel e perpétuo. Nosso museu rural é
um espaço de vivência, experiência e comunicação com a sociedade. Não dá para
medir sua extrema importância como instituição cultural, sobretudo para a cidade
de santa cruz, que deveria fazer melhor uso deste aparelho cultural e artístico.
Sobre minha experiência mínima em museus, aproprio-me das palavras
inteligentes de Segall quando afirma que se deve pensar o museu enquanto
ambiência da cultura, partindo da idéia de que museus são espaços de trocas de
conhecimentos, de sociabilidades, de oxigenação das idéias, de experimentação,
mas também de ambivalências, de confrontos e de contradições. Os museus são
ambientes de fluxos e de movimentos, e não espaços estagnados no passado,
cristalizadores da história, da cultura e da tradição. Um lugar onde preservar não
é um fim em si mesmo: “Preservar não é ‘ mumificar’ a cultura, nem é ‘disseminá-
la’, ambas formas passivas. Em um papel ativo, preservar significa pensar mais na
ênfase em como usar o patrimônio preservado do que em quê preservar.”
Agora cá entre nós, Mestre Gilberto... ontem a noite contribuiu demais com nossos
devaneios...Algumas vezes me senti uma Diana esculpida ou pintada, com queiram, 
ao lado de meus galgos,uivando para a lua!

Débora Raquiel
SOBRE O LUAU


Professora e poetisa Roberta


A cidade de Santa Cruz, interior do Rio Grande do Norte, tem reservado

nos últimos dias uma porção cultural que vem ganhando espaço mais

significativo gradativamente. Isso graças às novas administrações e a dedicação
exaustiva, porém valorosa que essas estão evidenciando no poder.
Nos últimos anos, a sociedade santacruzense vem passando por uma
efervescência cultural, seja através da música, da rádio, da escola ou até mesmo
da rua que a poesia tem ultrapassado barreiras e seus limites se estendido para
o impossível.
É digno de nota citar que os propagadores da cultura na cidade estão
todos de parabéns, pois é através destes que as crianças, jovens e demais
estarão tendo o privilégio de encarar o velho, o antigo com uma nova roupagem
cooperando para a assunção da poesia e da boa música referentes ao lugar.
A noite do luau no museu Auta Pinheiro foi grandiosamente especial.
Houve um redemoinho de prazeres que se deleitaram entre a poesia engraçada
de Gilberto, a musicalidade ímpar de Hélio, os repentes de Chagas, as canções
inéditas de Hugo, o intelectualismo de Marcos, as brincadeiras de Eromildo,
a simpatia de Débora, a dedicação de Eduardo e não esquecendo a recepção
calorosa da criadora do museu, a ilustre Cleudia, bem como todos aqueles
que saíram de suas casas para prestigiar o evento.
Aqui está o meu agradecimento aos organizadores e receptores e meu
constante apelo de levarmos a cultura ao lugar que ela merece, o topo. Vamos
registrar nossa marca nesse meio termo, assim já dizia um velho homem “o
poeta é a antena do seu tempo”. Nós somos os responsáveis pelo que nossas
futuras gerações verão na TV do passado.

Roberta, professora e poetisa.
"Sobre o Luau de ontem fiquei surpreso. Não imaginava que o museu fosse daquele porte, ou seja, um acervo tão rico, fiz uma verdadeira viagem no tempo,
Acho que deveria ser mais divulgado; acredito que existam muitas pessoas que, por não conhecerem o museu, não fazem idéia daquela beleza, foi uma verdadeira noite cultural reunindo vários artistas."

- Paulo Eduardo Alves da Fonseca




"Creio que o lual no museu Auta Pinheiro, foi um marco na cultura Santacruzense, algo que me deixou muito feliz e motivado para continuar nessa militância cultural em nossa cidade. Primeiro começamos com uma mini-oficina conduzida por Edmilson, esse grande artista que vem se destacando no cenário norte-riograndense, juntamente com o grupo de teatro “a coberta”. Na platéia, pessoas da mais qualidade, como professores universitários, pesquisadores culturais e apologistas, no palco, artistas renomados como Hugo Tavares, Marcos Cavalcanti, Chagas Rodrigues, Gilberto Cardoso, e outros que juntamente com o brilho da lua contribuíram para iluminar esta noite tão encantadora. Não poderia deixar de lembrar a receptividade e simpatia de dona Cleudia e seu esposo, proprietarios do museu, que acolherem com todo o carinho cada visitante. Fica o meu aviso: não deixem de prestigiar o próximo, pois irão perder um momento sublime da cultura."
HÉLIO CRISANTO


ALGUMAS IMAGENS:
Eromildo, em prosa e verso, contribuiu com o sucesso do evento e arrancou aplausos.
Hélio, como sempre, encantou a todos.


                                                                                                            Marcos Cavalcanti fez  bela homenagem a alguns artistas santacruzenses já falecidos: Adonias, Matiinhas, Maroquinha etc


Roberta nos encantou com suas declamações.


 Um clima romântico tomou conta do ambiente.
 Há muito para se ver nesse museu! Todos ficamos encantados nesse retorno ao passado.
Dona Cleudia foi muito aplaudida e elogiada durante toda a programação. Suas palavras foram ouvidas atentamente e emocionaram a todos.




A lua, as músicas, os poemas e dramatizações deixaram o ambiente muito romântico.