APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O VOTO OBRIGATÓRIO

Quem concorda?


“Eu sou a favor do voto obrigatório. Por que eu sou a favor do voto obrigatório? Nós temos que entender que a participação política é um dever do cidadão, não é um direito. Nós temos que entender que este dever deve ser, caso não cumprido, sancionado. Nós temos que incutir na pessoa, no cidadão, a ideia de que se ele vive em sociedade e se ele vive em uma nação, ele tem obrigações com essa nação. E a primeira obrigação que ela tem é de não se omitir.” - José Antonio Dias Toffoli




domingo, 19 de outubro de 2014

A DIDÁTICA DO CORDEL



Autores: Arievaldo Viana e Zé Maria de Fortaleza 
(TRECHOS) 

Quando ainda não havia 
O Rádio e a televisão 
E os jornais não chegavam 
Pra toda população 
O folheto de CORDEL 
Era o JORNAL DO SERTÃO 

Lendo folhetos, então 
O nosso povo sabia 
Lenda de rei e princesa 
E fato que acontecia... 
Por ser cultura do povo 
Inda resiste hoje em dia. 

Muita gente o aprecia 
Nas camadas populares 
Porque leva informação 
E divertimento aos lares 
É cultura que resiste, 
Forte, apesar dos pesares. 

Conheço muitos lugares 
Nos cafundós do sertão 
Onde o cordel é usado 
Para a alfabetização 
É o Professor Folheto 
Herói da educação. 

Leandro Gomes, então, 
Foi o grande pioneiro 
Na publicação de versos 
Por este Brasil inteiro. 
Nasceu lá na Paraíba 
Esse vate brasileiro. 

Usando o canto guerreiro 
Da Gesta Medieval, 
Antigas lendas Ibéricas, 
Contos de fada, afinal, 
Foi que Leandro moldou 
Essa arte magistral. 

Deu ao folheto, afinal, 
Um formato brasileiro. 
Revendo o “Ciclo do Gado”, 
Criou o “Boi Mandingueiro”, 
Falou de Antônio Silvino 
Um famoso cangaceiro. 

De títulos quase um milheiro 
Nosso Leandro escreveu. 
Sustentou mulher e filhos 
Com a arte que Deus lhe deu. 
Propagou pelo Nordeste, 
Somente disso viveu. 

Quando Leandro Morreu 
O cordel continuou... 
João Martins de Athayde 
Muito tempo publicou 
Obras de vários poetas 
E assim o consolidou. 

A informática chegou 
Com a globalização 
Com antenas parabólicas 
Espalhadas no sertão 
Mas o folheto garante 
Boa comunicação. 

Agora, na EDUCAÇÃO 
O folheto faz figura. 
As escolas descobriram 
Que o cordel é cultura. 
Meus parabéns para nossa 
Popular literatura.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

“Lindo Amor que Floresceu nas Páginas do Facebook”, é o novo título do cordelista Marciano Medeiros


“Lindo Amor que Floresceu nas Páginas do Facebook”, é o novo título do cordelista Marciano Medeiros

(Da redação)

O autor diz que trabalhou um ano elaborando essa história de ficção e que ambientou tudo em 20010, na cidade de Serra de São Bento/RN. Marciano Medeiros afirmou que procurou unir o clássico ao moderno, elaborando essa moderna e inesquecível história de amor acontecida no Facebook.
Trata-se da vida de João Pereira da Silva, conhecido por João Faxina. O cordelista declarou que este personagem surgiu através de um sonho que teve. Já algumas experiências vivenciadas na internet por ele e amigos, serviram para elaboração do enredo. Medeiros enfatizou que num sítio de Serra de São Bento existia uma menina chamada Jucileide, que era apaixonada por João Faxina, mas a jovem foi rejeitada em suas românticas pretensões amorosas.
Em maio de 2010 o moço João, começa a se interessar pelo Facebook, encontrando na possibilidade uma ferramenta moderna para lhe ajudar a encontrar um grande amor. A trama do cordel aborda problemas de discriminação, mostra as mudanças nos hábitos da sociedade nordestina, os perigos do namoro virtual e apresenta no mínimo três desfechos. O cordel está sendo impresso numa tiragem de mil exemplares e tem o patrocínio do jornalista Joaquim Pinheiro.
O romance é composto de 159 estrofes, diagramadas em 32 páginas. A capa mostra uma xilogravura de Erick Lima e o texto foi elaborado em sextilhas. Marciano Medeiros disse que irá divulgar seu novo cordel em todas as escolas que puder e que ficou muito feliz na criação deste novo e surpreendente romance, que divulgará Serra de São Bento de modo inimaginável por todo o Brasil. Toda a cena vivida pelos personagens principais se passa nas dependências da Escola Estadual Professor Joaquim Torres.

O poeta que integra a Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel é natural de Santo Antônio/RN, porém nunca perdeu o vínculo com Serra de São Bento, cidade onde se encontra todas as origens familiares do autor. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

RESTAURAÇÃO DO CIRCO DO PALHAÇO PIXILINGA - Epitácio Andrade

Patuenses fazem Campanha para Restaurar o Circo do Palhaço Pixilinga.



Picadeiro do Circo do Palhaço Pixilinga


                 No último dia primeiro de outubro de 2014, uma tempestade destroçou o circo do palhaço Pixilinga, no distrito de Boi selado, na zona rural de Jucurutu, no Seridó potiguar. Pixilinga é o nome artístico do patuense João Maria Macena de Araújo, que desde criança se dedica a arte circense e juntamente com um grupo de artistas têm nesta empresa de produção do riso o seu meio de sobrevivência.



João Maria Macena, pixilinga com uma filha


                Com a fatalidade, a sobrevivência do artista e de outras famílias ficou comprometida.   


Mural da clínica LilianHolanda/Suzete Rovira

               Sensibilizado com a situação um conjunto de patuenses, liderados pela farmacêutica Lilian Holanda resolveu fazer uma campanha de arrecadação de fundos para restaurar o circo de Pixilinga. As doações poderão ser efetuadas na conta exposta no cartaz e outras  informações poderão serem prestadas por meio de contato telefônico com a Clínica da doutora Lilian Holanda/Suzete Rovira. Fone (084) 3206-1418


Cartaz da campanha

                 O engenheiro agrônomo patuense Francisco Rodrigues (Kavei), um dos colaboradores da campanha, lembrou que a arte circense através da figura do palhaço faz parte do universo infantil e este dia 12 de outubro, dia das crianças, seria mais um motivo para que os conterrâneos e apologistas da cultura popular contribuíssem com a campanha.


Engenheiro agrônomo Francisco Rodrigues (Kavei). Colaborador



Público infantil no circo do palhaço Pixilinga

domingo, 12 de outubro de 2014

DESABA... ABAFO?... NÃO! DESABAFO



O meu brado apesar de retumbante
Na verdade, nem sei se foi ouvido
E agora entalado na garganta
Já nem soa de tão enfraquecido
Penso que com o andar da carruagem
Esse povo já tenha esquecido.
Se hoje estou fraco, cansado, abatido
Surrado, oprimido, também na pobreza
bem antes, já fui figura deslumbrante
Isso, meu amigo, digo com certeza
No tempo de moço, eu era um colosso
E já fui gigante pela natureza
Já fui rico e tive liberdade
Consegui conquistá-la à braço forte
Mas, “alguém” veio cortou a minha sorte
Me usurpando à torto e à direito
E uma situação desse jeito
Desafia meu peito a própria morte
Tô deitado no chão eternamente
Meu berço esplêndido se quebrou
E o meu sonho intenso já virou
Pesadelo que hoje me enerva
Raios fúlgidos fugiram dessa terra
Sol da liberdade se apagou
Obscuro é o fim da minha história
Orfandade é o que tenho por herança
Sem a mãe tão gentil que cedo foi
Meu viver é agora insegurança
Sigo cambaleando nessa vida
Agarrado ao pendão da esperança

Autor: ZéFerreira (José Ferreira Santos)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PARA O MELHOR PAI DO MUNDO - Débora Fernanda

Minha filha resgatou hoje, dentre papeis esquecidos, versos que fez para mim quando tinha entre 10 e 11 anos. Como não se emocionar com isso?!