APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 19 de outubro de 2014

A DIDÁTICA DO CORDEL



Autores: Arievaldo Viana e Zé Maria de Fortaleza 
(TRECHOS) 

Quando ainda não havia 
O Rádio e a televisão 
E os jornais não chegavam 
Pra toda população 
O folheto de CORDEL 
Era o JORNAL DO SERTÃO 

Lendo folhetos, então 
O nosso povo sabia 
Lenda de rei e princesa 
E fato que acontecia... 
Por ser cultura do povo 
Inda resiste hoje em dia. 

Muita gente o aprecia 
Nas camadas populares 
Porque leva informação 
E divertimento aos lares 
É cultura que resiste, 
Forte, apesar dos pesares. 

Conheço muitos lugares 
Nos cafundós do sertão 
Onde o cordel é usado 
Para a alfabetização 
É o Professor Folheto 
Herói da educação. 

Leandro Gomes, então, 
Foi o grande pioneiro 
Na publicação de versos 
Por este Brasil inteiro. 
Nasceu lá na Paraíba 
Esse vate brasileiro. 

Usando o canto guerreiro 
Da Gesta Medieval, 
Antigas lendas Ibéricas, 
Contos de fada, afinal, 
Foi que Leandro moldou 
Essa arte magistral. 

Deu ao folheto, afinal, 
Um formato brasileiro. 
Revendo o “Ciclo do Gado”, 
Criou o “Boi Mandingueiro”, 
Falou de Antônio Silvino 
Um famoso cangaceiro. 

De títulos quase um milheiro 
Nosso Leandro escreveu. 
Sustentou mulher e filhos 
Com a arte que Deus lhe deu. 
Propagou pelo Nordeste, 
Somente disso viveu. 

Quando Leandro Morreu 
O cordel continuou... 
João Martins de Athayde 
Muito tempo publicou 
Obras de vários poetas 
E assim o consolidou. 

A informática chegou 
Com a globalização 
Com antenas parabólicas 
Espalhadas no sertão 
Mas o folheto garante 
Boa comunicação. 

Agora, na EDUCAÇÃO 
O folheto faz figura. 
As escolas descobriram 
Que o cordel é cultura. 
Meus parabéns para nossa 
Popular literatura.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

“Lindo Amor que Floresceu nas Páginas do Facebook”, é o novo título do cordelista Marciano Medeiros


“Lindo Amor que Floresceu nas Páginas do Facebook”, é o novo título do cordelista Marciano Medeiros

(Da redação)

O autor diz que trabalhou um ano elaborando essa história de ficção e que ambientou tudo em 20010, na cidade de Serra de São Bento/RN. Marciano Medeiros afirmou que procurou unir o clássico ao moderno, elaborando essa moderna e inesquecível história de amor acontecida no Facebook.
Trata-se da vida de João Pereira da Silva, conhecido por João Faxina. O cordelista declarou que este personagem surgiu através de um sonho que teve. Já algumas experiências vivenciadas na internet por ele e amigos, serviram para elaboração do enredo. Medeiros enfatizou que num sítio de Serra de São Bento existia uma menina chamada Jucileide, que era apaixonada por João Faxina, mas a jovem foi rejeitada em suas românticas pretensões amorosas.
Em maio de 2010 o moço João, começa a se interessar pelo Facebook, encontrando na possibilidade uma ferramenta moderna para lhe ajudar a encontrar um grande amor. A trama do cordel aborda problemas de discriminação, mostra as mudanças nos hábitos da sociedade nordestina, os perigos do namoro virtual e apresenta no mínimo três desfechos. O cordel está sendo impresso numa tiragem de mil exemplares e tem o patrocínio do jornalista Joaquim Pinheiro.
O romance é composto de 159 estrofes, diagramadas em 32 páginas. A capa mostra uma xilogravura de Erick Lima e o texto foi elaborado em sextilhas. Marciano Medeiros disse que irá divulgar seu novo cordel em todas as escolas que puder e que ficou muito feliz na criação deste novo e surpreendente romance, que divulgará Serra de São Bento de modo inimaginável por todo o Brasil. Toda a cena vivida pelos personagens principais se passa nas dependências da Escola Estadual Professor Joaquim Torres.

O poeta que integra a Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel é natural de Santo Antônio/RN, porém nunca perdeu o vínculo com Serra de São Bento, cidade onde se encontra todas as origens familiares do autor. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

RESTAURAÇÃO DO CIRCO DO PALHAÇO PIXILINGA - Epitácio Andrade

Patuenses fazem Campanha para Restaurar o Circo do Palhaço Pixilinga.



Picadeiro do Circo do Palhaço Pixilinga


                 No último dia primeiro de outubro de 2014, uma tempestade destroçou o circo do palhaço Pixilinga, no distrito de Boi selado, na zona rural de Jucurutu, no Seridó potiguar. Pixilinga é o nome artístico do patuense João Maria Macena de Araújo, que desde criança se dedica a arte circense e juntamente com um grupo de artistas têm nesta empresa de produção do riso o seu meio de sobrevivência.



João Maria Macena, pixilinga com uma filha


                Com a fatalidade, a sobrevivência do artista e de outras famílias ficou comprometida.   


Mural da clínica LilianHolanda/Suzete Rovira

               Sensibilizado com a situação um conjunto de patuenses, liderados pela farmacêutica Lilian Holanda resolveu fazer uma campanha de arrecadação de fundos para restaurar o circo de Pixilinga. As doações poderão ser efetuadas na conta exposta no cartaz e outras  informações poderão serem prestadas por meio de contato telefônico com a Clínica da doutora Lilian Holanda/Suzete Rovira. Fone (084) 3206-1418


Cartaz da campanha

                 O engenheiro agrônomo patuense Francisco Rodrigues (Kavei), um dos colaboradores da campanha, lembrou que a arte circense através da figura do palhaço faz parte do universo infantil e este dia 12 de outubro, dia das crianças, seria mais um motivo para que os conterrâneos e apologistas da cultura popular contribuíssem com a campanha.


Engenheiro agrônomo Francisco Rodrigues (Kavei). Colaborador



Público infantil no circo do palhaço Pixilinga

domingo, 12 de outubro de 2014

DESABA... ABAFO?... NÃO! DESABAFO



O meu brado apesar de retumbante
Na verdade, nem sei se foi ouvido
E agora entalado na garganta
Já nem soa de tão enfraquecido
Penso que com o andar da carruagem
Esse povo já tenha esquecido.
Se hoje estou fraco, cansado, abatido
Surrado, oprimido, também na pobreza
bem antes, já fui figura deslumbrante
Isso, meu amigo, digo com certeza
No tempo de moço, eu era um colosso
E já fui gigante pela natureza
Já fui rico e tive liberdade
Consegui conquistá-la à braço forte
Mas, “alguém” veio cortou a minha sorte
Me usurpando à torto e à direito
E uma situação desse jeito
Desafia meu peito a própria morte
Tô deitado no chão eternamente
Meu berço esplêndido se quebrou
E o meu sonho intenso já virou
Pesadelo que hoje me enerva
Raios fúlgidos fugiram dessa terra
Sol da liberdade se apagou
Obscuro é o fim da minha história
Orfandade é o que tenho por herança
Sem a mãe tão gentil que cedo foi
Meu viver é agora insegurança
Sigo cambaleando nessa vida
Agarrado ao pendão da esperança

Autor: ZéFerreira (José Ferreira Santos)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PARA O MELHOR PAI DO MUNDO - Débora Fernanda

Minha filha resgatou hoje, dentre papeis esquecidos, versos que fez para mim quando tinha entre 10 e 11 anos. Como não se emocionar com isso?!




segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Vem de lá que eu vou de cá Mostrar quem é cantador.


PELEJA ENTRE JARCONE VITAL X ZÉ FERREIRA



Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Sou um poeta pequeno,
porém não me menospreze,
ajoelhe a Deus e reze,
não provar do meu veneno,
o azêdume é "tereno",
no embate sou terror,
já vi poeta doutor,
me pedindo pra parar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

ZéFerreira

Se você se diz pequeno
eu aconselho que cresça
e depois me apareça
fazendo aí um aceno.
Eu te espero, sereno
no peito nenhum temor
só pra Deus Nosso Senhor
é que vou me ajoelhar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Todo nordeste conhece
aforça do meu repente
se passar na minha frente
ligeiro tu adoece
vai comer pra ver se cresce
magricela sofredor
papagaio falador
aqui não vai se criar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

ZéFerreira

Já cantei com muita gente,
nunca com contaminado
a dizer que ao seu lado
alguém vai ficar doente.
Porém, preventivamente
tomei imunizador
trouxe um pulverizador
para seu verme matar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.
Jarcone Vital
Jarcone Vital
 
Se poeta der bobeira,
arranco sua camisa,
lhe dou uma baita pisa,
com um fio de cadeira,
dou cascudo na "moleira",
de tapar o obrador,
eu gosto é de ver a dor,
nesse filho de Imbuá,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreira

Enfrento qualquer rival
tentando ser compassivo
mas você me dá motivo
para cobri-lo no pau.
Não tenho fama de mau
porém digo sem rancor,
se despertar meu furor
de ti nada vai sobrar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Rimador véi sem futuro,
lhe peço não me aborreça,
cobra de duas "cabeça",
fumaceiro de monturo,
mijador de pé de muro,
indigente sofredor,
cria que não teve amor,
nascido para penar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreira

Não queira me ver zangado
pois arregaço a munheca
faço de você peteca
jogando pra todo lado.
Vai apanhar um bocado
e não vai achar doutor
que lhe aplaque a dor
na hora de defecar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

De onde saiu esse incréu,
pra querer cantar comigo,
vou arrancar teu umbigo,
e pisar o teu chapéu,
se esqueça logo do céu,
o cão é teu protetor,
só Jesus nosso senhor,
é quem pode te salvar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreira

Você só cantou bravata
agora vai levar tombo
e vai aprender no lombo
o ensino da chibata.
Aluno que desacata
seu mestre, seu professor
mostra que não tem valor
só serve para apanhar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Essa sarna nunca vai,
saí dessa desavença,
hoje voçê pede abença,
me chamando de papai,
a sua casa hoje cai,
junto com o seu fedor,
seu moleque traidor,
aprenda a me respeitar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreira

Poetazinho nanico
De repertório barato
dê nessa boca um trato
pois só parece um pinico
vá escovar esse bico
Minimizar o odor
diga algo de valor
que a gente possa escutar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Poetinha sem futuro!
querendo ser menestrel,
nunca conheceu papel,
cresceu escrevendo em muro,
sempre viveu no escuro,
agora quer ser doutor,
tu és um avoador,
que já cansei de pescar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreira

Seu versejar é tacanho
e só dá pra pagar mico
sua idéia é de girico,
a poesia é sem tamanho.
A minha imagem arranho
ao lado dum sem pudor
mas a todo pecador
Vem um cão pra atentar.
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Pego você no repuxo,
tiro sua valentia,
irás parir uma cria,
não serei pai desse bucho,
pra você seria luxo,
um filho do seu mentor,
não farei esse favor,
só não vou lhe emprenhar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreir
Tô vendo acabar a pilha
desse poeta fracote
Se não podia com o pote
porque pegou na rodilha?
do arco de tordesilha
pra linha do Equador
nunca vi opositor
que pudesse me alcançar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Minha pilha vai além,
de âmperes e decibéis,
voçê nasceu pra derréis,
não vai chegar a vintém,
eu estou bem mais além,
do vôo alto do condor,
Honduras e el-Salvador,
é onde eu vou te soltar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreira

Conhece logo o fracasso
quem me vem com desaforo
seu cantar se torna choro
na potência do meu braço.
Volta pra casa um bagaço
pior do que já chegou
e diz nunca mais eu vou
a Zé Ferreira afrontar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Esse poeta aprendiz,
querendo cantar de galo,
arrumou foi um entalo,
porque não sabe o que diz,
mando em tu infeliz!
sou o teu amo e senhor,
não canto com perdedor,
Passa pra não enganchar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreira

Ainda tá pra nascer
aquele que me derrote
só tenho visto frangote
chegar, apanhar, correr.
Por isso posso dizer:
quem à vida tem amor,
a si faz grande favor
em não me desafiar
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Nascestes pra levar pêia,
seu filho de chocadeira,
tu vai sair na carreira,
quando vir a coisa feia,
dou-te pisa de corrêia,
poeta gaguejador,
já que tu nunca prestou,
nem perdão irás ganhar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreira

A macaca do repente
ando com ela ensebada
somente pra dar lapada
em poeta insolente.
Quem pisa no meu batente
em tom desafiador,
me saúda com temor
depois do couro provar,
Vem de lá que eu vou de cá
Mostrar quem é cantador.

Jarcone Vital

Meu menestrel Zé Ferreira,
de ti um fã eu já sou,
porém tudo não passou,
de uma grata brincadeira,
nessa terra Brasileira,
és poeta com louvor,
estou sempre ao seu dispor,
por tanto te admirar,
Dá gosto vê-lo versar,
Mostrar quem é cantador.

Zé Ferreira

Caro Jarcone Vital
pra mim foi grande alegria
fazer essa parceria
com um poeta genial.
Pra você não tem rival
reconheço o seu valor
sou seu admirador
isso não posso negar
Dá gosto vê-lo versar,
Mostrar quem é cantador.


sábado, 4 de outubro de 2014

INTRIGAS ENTRE O MIM E O ME - por Nailson Costa

       

MIM e ME são irmãos, filhos do EU, unidos, porém diferentes. Por favor, não confundam MIM com ME. MIM é forte (tônico). ME é fraco (átono). MIM sempre vem regido de preposição e gosta DE MIM, obedece A MIM, morre POR MIM e dorme “COM MIM” (opa!!!! Errado), dorme COMIGO. ME não precisa de preposição, mas AMA-ME A MIM, vem sempre antes dum VERBO, no meio dum VERBO ou depois de um VERBO. Veja: Eu ME valorizo; Valorizar-ME-ia se falasse corretamente; Valorizo-ME sempre ao falar corretamente. Portanto, não confundam os irmãos MIM e ME, filhos do EU, pois, apesar de serem irmãos, são diferentes em suas e nossas fonologias, morfologias e sintaxes. Nunca mais errem! Acertem sempre! Vistam-se bem! Asseiem-se bem! Comportem-se bem e votem bem [...] De repente (nunca DERREPENTE) e com certeza (nunca CONCERTEZA), os amigos terão um futuro melhor e a minha amiga desamarra as amarras da intriga!