APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

AS SEDUÇÕES DE RITINHA E A ASTÚCIA DO AVARENTO


AS SEDUÇÕES DE RITINHA
E A ASTÚCIA DO AVARENTO


Quando Ritinha voltou
À sua terra natal,
Depois de quase três anos
Morando na Capital,
Foi aquele rebuliço!
Pois ela tinha o feitiço
Da beleza original.
Bem feita, cintura fina,
Morena cor de canela,
Uma boca sedutora,
Que não tinha igual à dela,
As pernas bem torneadas,
As mãos bastante afiladas,
Só a tornavam mais bela.
Foi para a cidade grande,
Ainda com pouca idade,
Partiu em busca da sorte,
Dinheiro e felicidade.
Por ser muito preferida,
Resolveu ganhar a vida
Sem muita dificuldade.
Abraçou a profissão,
Neste mundo, mais antiga.
Porém, se cuidava muito,
Sem preguiça nem fadiga.
Era mesmo uma escultura,
Sem um grama de gordura
Em sua linda barriga.
Inteligente e esperta,
Evitava a malandragem.
A nobreza se encantava
Com a sua bela imagem,
De modo que em torno dela
Formou-se uma clientela
Da mais alta grã-finagem!
Mas, como a cidade grande
Está sempre em pé de guerra,
E quem é da roça nunca
Esquece seu pé de serra,
A Ritinha, certo dia,
Juntou sua economia
E voltou pra sua terra.
Lagoa Verde viveu
O seu maior alvoroço,
Quando Ritinha voltou,
Bonita igual um colosso,
Cheia de ostentação,
Mexendo com o coração,
Dos mais velhos ao mais moço!
Para a pequena cidade,
Pacata e provinciana
– Um recanto de beatas,
Cada qual mais puritana –,
Sem agito e sem embalo,
Foi mesmo um tremendo abalo
O retorno da mundana.
Indiferente às cantadas
Do rico e da populaça,
Com seu nariz empinado,
Ritinha era uma ameaça
Aos homens conceituados,
Que deixavam seus cuidados
Pra vê-la passar na praça.
Já recebera recados
Do prefeito e do juiz,
Com propostas tentadoras
De fazê-la mais feliz.
Recusou um coronel
Para se manter fiel
Ao empinado nariz!
E continuou assim.
Mas o tempo foi passando.
Ritinha então percebeu
Os seus recursos minguando.
Como a vida é um cassino,
Aos caprichos do destino,
Aos poucos foi se curvando.
Foi quando lhe apareceu
O Isaac Samuel,
Um agiota avarento,
Um mão-de-vaca cruel,
O qual não abria a mão,
Nem pra pedir a benção
À sua mamãe fiel.
Porém, quando viu Ritinha,
Não escondeu seu desejo.
Vencido pelo seu charme,
Aproveitou o ensejo,
E já na ponta dos pés,
Propôs um conto de réis,
Por uma sessão de beijo.
A proposta tentadora,
Ritinha então aceitou,
E um encontro, no escuro,
Com Isaac combinou.
No mesmo dia, à noitinha,
Lá na casa de Ritinha,
O homem logo chegou.
Foi beijando-a como um louco,
Sem limite de beijar.
Já sufocada, Ritinha,
Quase não pôde falar:
– Seu Isaac, por favor,
Quero dizer ao senhor
Que eu preciso respirar!
Na total escuridão,
O homem disse: – Qual nada!
Meu nome não é Isaac,
Eu sou Zé da Farinhada.
Fique sabendo a senhora,
Que o Isaac está lá fora,
No portão, cobrando entrada!
© 𝓟𝓮𝓭𝓻𝓸 𝓟𝓪𝓾𝓵𝓸 𝓟𝓪𝓾𝓵𝓲𝓷𝓸
09/09/19
*Adaptado do conto “Astúcia de judeu”,
de Humberto de Campos (1886–1934).

domingo, 8 de setembro de 2019

ALTOS E BAIXOS DO DESFILE CÍVICO DE 2019



ALTOS E BAIXOS DO DESFILE CÍVICO DE 2019

A cultura nordestina, potiguar e municipal esteve em alta nos desfiles de 07 de setembro de 2019. A representação foi bem ampla, como mostra o cronograma abaixo, referente à cidade Santa Cruz-RN:


Escolas públicas e particulares deram o melhor de si para fazer jus aos temas. Praticamente nada de nossas riquíssimas tradições ficou de fora!

A cultura local teve boa representatividade no desfile. O cordelista e cronista prof. João Maria de Medeiros foi escolhido pela assessoria do poder municipal para representar os seus pares ocupando  lugar de honra ao lado de outras autoridades durante todas as apresentações. Parabéns  pela escolha apropriada.

A Escola Estadual Rita Nelly Furtado desenvolveu o tema "Os poetas de nossa terra: Revisitando a poesia de Santa Cruz". Quinze nomes foram escolhidos (alguns in memorian) para representar o todo dos artistas santacruzenses. Alguns importantes nomes, infelizmente, ficaram de fora, mas isso seria inevitável, uma vez que não dava para colocar os nomes de todos os artistas no formato proposto.
Adriano Bezerra, Hélio Crisanto, Gilberto Cardoso, Edgar Santos e Débora Raquiel participaram do desfile. Outros convidados não puderam comparecer.

Agradecemos à instituição e ao poder municipal pela feliz escolha do tema geral para este ano.


"Não há dinheiro que pague esse reconhecimento. Fui um dos poetas homenageados pela escola Rita Nely Furtado no desfile cívico de Santa Cruz/RN. Minha eterna gratidão a todos os responsáveis."  - Adriano Bezerra


"Alguns poetas que receberam homenagens ontem, já estão com Deus, mas daqui a gente celebra em nome dos grandes vates do Trairi. A poesia vive em nós!
Nossa gratidão aos profissionais que projetaram com êxito o desfile cívico da escola- Rita Nely Furtado.
 - Débora Raquiel Lopes





Representação do imortal Patativa do Assaré declamando versos.


Críticas ao evento

O desfile a cada ano parece superar-se, mas, infelizmente, alto é o preço a se pagar. Nem falo de dinheiro, mas da dinâmica do evento, precedida por dias de ensaios exaustivos.
 Difícil encontrar alguém satisfeito. Não é fácil para quem assiste, muito menos para quem dele participa. Creio que até mesmo para o prefeito, a primeira dama e demais autoridades não seja fácil ficar das 3 da tarde às onze da noite o tempo inteiro praticamente em pé, prestigiando uma apresentação  após a outra, por mais belas que sejam. 

Muitos da plateia estão ali exclusivamente para dar assistência a algum familiar que desfila  e reclamam da demora. Outros apreciam o evento como um todo, mas o consideram fatigante. Nem se fala no sofrimento dos que tornam o desfile possível -  alunos, professores e demais funcionários de cada escola.

Imagino que seja  do interesse do poder local dar condições mais favoráveis à comemoração da data. Sugiro o seguinte:
O evento do próximo ano poderia ser segmentado em dois turnos: matutino e vespertino. Pela manhã, por exemplo, poderiam desfilar as escolas municipais, as da Zona Rural ou restringir-se às apresentações dos pequeninos. À tarde, os demais segmentos. Na hora mais quente, dava-se uma pausa para o almoço e às 3 h se retornaria para a conclusão. Decerto há seus inconvenientes nessa proposta, mas significaria um avanço. 

Finalizo, agradecendo ao CEDAP por incluir no  desfile um cordel de minha autoria sobre O Auto da Compadecida; ao Centro Municipal de Ensino Rural Tequinha Farias pelo honroso convite para representar Patativa do Assaré e à Escola Rita Nelly Furtado pela inclusão de meu nome no rol de artistas homenageados.

A APOESC agradece por tudo!

Gilberto Cardoso Dos Santos


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Memórias de um Leitor: Joel Cana Brava


Memórias de um Leitor: Joel Cana Brava

Tentando fazer uma viagem no tempo das lembranças, consigo encontrar-me no primeiro dia de aula chorando. Não queria ficar na sala de aula. Hoje se nomeia com nome bonito, Pré- I, Pré-II, Pré-III da Educação Infantil. Creche? Nunca ouvirmos falar. Nós aqui do Magu, região de um rio de mesmo nos longínquos distantes do Maranhão, chamávamos de Carta de ABC- fraca, forte e havia ainda a Cartilha que antecedia a 1ª série do fundamental. 

Na educação formal, tenho essas reminiscências- o que se aprendia? As vogais, as consoantes, o alfabeto completo e sua ordem, através de cópias e memorizações. Formar sílabas, palavras e os primeiros textos rudimentares. Tinha também a tabuada para os primeiros contatos com os números.Não tive tanto problema com a escola depois dos choros em consequência da primeira semana de aula.
Na verdade, meu contato com a leitura começa bem antes. Minha mãe era umas das professorinhas da escola na região- a única – só até a 4ª série. Então o contato era sempre com os livros, mas como disse dessa parte não tenho propriedade memorial para falar. Mas posso dizer que desde a  barriga da minha mãe já tive o contato com leitura. Ou quem sabe bagunçando, rasgando, molhando ou sujando com resto de comida os papéis dos alunos dela com os quais eu dividia o espaço da mesa.
Vejo-me também neste instante na casa da minha avó, revirando as caixas e caixotes com livros de quando minha mãe estudava o normal superior- peguei todos os livros para mim, uns até hoje guardados. Gostava de mexer nos livros católicos da minha avó que ficam no oratório dela: Bíblia de bolso e o catecismo com todas as principais histórias da Bíblia e da Igreja. Ainda hoje a Bíblia e a história das religiões me encantam.
Professora Silé (Salete, na verdade) e Francidenes na Carta de ABC e Cartilha. Elza, Jesus, Célia e Tia Socorro no fundamental. Lembro-me com tanto carinho de todas e dos meus colegas de sala e situações significativas. Socorro, Paulinho, Elza, Chaguinha, Eurideia, Nonata, Marcio e outros no Ginásio- época fantástica, inesquecível de amigos e professores da 5ª a 8ª série. Dessa época, tenho mais lembranças de grandes leituras: os contos fantásticos, os poemas, parábulas – com inúmeras dramatizações que fazíamos, havia os musicais.
É dessa época meu primeiro livro –“Histórias colegiais”  - tenho até hoje- proposta da professora Socorro Rocha de Português. Ela escreveu quando devolveu o livreto que eu digitei na máquina de datilografia da escola onde minha mãe trabalhava: “Queridos alunos, a vida é feita de oportunidades. Oportunidades, grandes, pequenas, sagradas e triviais. Alegrias e felicidades rondam à nossa volta, a cada hora. É melancólico demais jogar fora tantas chances de ter e SER MAIS!”. Não joguei fora aquele comentário no final do livro e eis-me hoje. Um grande leitor e arranhando na poesia e prosa.
Depois mais maduro, fui fazer outras leituras agora na cidade grande- Parnaíba-PI, pois no meu povoado só tinha até 8º ano. No médio, já era um leitor bem mais maduro. Já lia de tudo e escrevia poema, prosa. Nessa época minha grande paixão era mitologia. Sou fascinado por essas narrativas. Ela tem muita criatividade.
Hoje sou amante da leitura de maneira geral. Gosto de ler e escrever sobre minha região. Mas confesso, que tenho me dedicado mais de ler e ouvir memórias. Mais maduro, tenho me dedicado a elas. São mais fáceis depois de um tempo. É só fechar os olhos e deixar a pena teclado correr....



domingo, 1 de setembro de 2019

EU VI A BESTA DO TEMPO...


COMO SUPERAR NA VIDA AS PERDAS E FRUSTRAÇÕES Marciano Medeiros


COMO SUPERAR NA VIDA
AS PERDAS E FRUSTRAÇÕES

Marciano Medeiros

Num mundo competitivo
Tem muita gente a sofrer,
Tropeçando nos conflitos
Num  marcante padecer,
Porque a nossa cultura
Não nos ensina a perder.

Vemos donos das verdades
Num desfile de ilusões,
Suas revoltas afogam
Os sonhos das multidões,
Que se debatem nadando
No mar das decepções.

Ter tristeza é um bom mergulho
Nas águas da consciência,
Entre as mais antigas sombras
Desvendamos com prudência:
Ser feliz o tempo todo
Não nos dava consistência.

Se tivermos prejuizos
Pensemos com realismo,
Tendo uma atitude nobre
Pra fugir do comodismo,
Conforme ensinou Epíteto
Um pensador do estoicismo.

Vamos supor que alguém quebre
Em casa acidentalmente,
Uma porcelana rara
Num corriqueiro incidente,
Aceitar logo o desastre
Será mais inteligente.

Só teremos dois caminhos
Nos dramas acontecidos,
Assimilar muito rápido
Os problemas ocorridos,
Ou vivermos muito tempo
Neuróticos e ressentidos.

Nas rejeições afetivas
Pensemos corretamente,
Não é nada pessoal
Ocorre diariamente,
Milhões de pessoas buscam
Um caminho diferente.

Quem for colocado a margem
Não pense futilidades,
Nossa vida é um livro denso
Repleto de novidades;
E não esqueça, colega:
Foque em suas qualidades.

Cultive paz e leveza
Elimine a dependência,
Afetiva das pessoas
Busque equilíbrio e decência,
Mas entenda que o egoismo
Também se chama carência.

Use a razão com vigor
Para manter o sossego,
Jogue a autopiedade
Pra fora e não peça arrego,
Medite que o sofrimento
É consequência do apego.

Maturidade é conquista
Dos desafios brutais,
É preciso ter cuidado
Com atitudes banais,
Pois somos analfabetos
Nas lutas emocionais.

Formule novos projetos
Dos erros guarde as lições,
Não mate a luz da esperança:
Mostre as novas gerações,
Como superar na vida
As perdas e frustrações.


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

TROVAS ECOLÓGICAS DE CHICO GABRIEL




Francisco Gabriel Ribeiro está para a trova como Gabriel "o Pensador" está para o rap e Gabriel García Márquez está para a prosa. Não é por acaso que tem recebido diversos prêmios, nacionais e internacionais! -  Gilberto Cardoso Dos Santos



Uma gota de tristeza
brota da face da aurora
quando, em busca de riqueza,
o homem empobrece a flora.

Quando nos falta decoro,
e no chão fazemos furo,
estamos plantando choro
na colheita do futuro.

Cessa a escassez por inteiro,
antes do seu nascimento,
quando matarmos primeiro
pobreza de pensamento.

A fome, sem grandes obras,
não matará suas presas,
quando doarmos as sobras
do que sobra em nossas mesas.

Se pensarmos no futuro
e nas futuras plateias,
não plantaremos no escuro
as sementes das ideias.

A família educativa
vislumbra sempre a inclusão,
mantendo a esperança viva
na força da educação.

Grande conquista virá
quando unirmos desiguais,
pois o talento não está
nas aparências iguais.

Na gestão d’água convém
meditarmos, num segundo,
se estamos cuidando bem
do bem mais caro do mundo.

Será mais alto conceito,
se o progresso for fecundo,
e a todos der o direito
à energia do mundo.

Para um futuro feliz
plantemos no chão fecundo
trabalho... a grande raiz
que mata a fome do mundo.

Pensemos bem no futuro,
evitemos rumo triste…
Sem ter um pilar seguro,
a construção não resiste.

Quando nossas mãos se unirem
pensando em nossos irmãos,
não os veremos sucumbirem
pela carência de grãos. 

Merecem as nossas palmas
os que enxergam lugarejos
sendo redutos com almas,
e não quartos de despejos.

Um consumo consciente
não fere a aba da serra,
projeta o meio ambiente
para o futuro da Terra.

Nosso clima ressequido
merece reparo urgente,
acalentando o gemido
das dores que a Terra sente.

Se nós cuidamos dos mares
com afinco mais profundo,
fugiremos dos pesares
pela falência do mundo.

Matemos a motosserra, 
trilhemos no rumo certo,
para que o peito da Terra
não se transforme em deserto.

Matemos o ódio e a cobiça,
plantemos amor profundo,
pois, florescendo a justiça,
desabrocha a paz no mundo.

Criemos uma fortaleza
da força que a união faz,
globalizando a riqueza
pela construção da paz.

Francisco Gabriel Ribeiro (Chico Gabriel)

__________________________

Concurso principal nacional/internacional  - Tema:  Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.


Trova 1 – Classificada em 3° lugar

Uma gota de tristeza
brota da face da aurora
quando, em busca de riqueza,
o homem empobrece a flora.

Trova 2 – Não foi classificada

Quando nos falta decoro,
e no chão fazemos furo,
estamos plantando choro
na colheita do futuro.

Concurso paralelo: Conjunto com os 17 objetivos. 

Objetivo 1 – Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;

Cessa a escassez por inteiro,
antes do seu nascimento,
quando matarmos primeiro
pobreza de pensamento.

Objetivo 2 – Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável;

A fome, sem grandes obras,
não matará suas presas,
quando doarmos as sobras
do que sobra em nossas mesas.

Objetivo 3 - Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades; 

Se pensarmos no futuro
e nas futuras plateias,
não plantaremos no escuro
as sementes das ideias.

Objetivo 4 - Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos;

A família educativa
vislumbra sempre a inclusão,
mantendo a esperança viva
na força da educação.

Objetivo 5 - Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;

Grande conquista virá
quando unirmos desiguais,
pois o talento não está
nas aparências iguais.

Objetivo 6 - Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e o saneamento para todos;

Na gestão d’água convém
meditarmos, num segundo,
se estamos cuidando bem
do bem mais caro do mundo.

Objetivo 7 - Assegurar a todos o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia;

Será mais alto conceito,
se o progresso for fecundo,
e a todos der o direito
à energia do mundo.

Objetivo 8 - Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos;

Para um futuro feliz
plantemos no chão fecundo
trabalho... a grande raiz
que mata a fome do mundo.

Objetivo 9 - Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação;

Pensemos bem no futuro,
evitemos rumo triste…
Sem ter um pilar seguro,
a construção não resiste.

Objetivo 10 - Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles;

Quando nossas mãos se unirem
pensando em nossos irmãos,
não os veremos sucumbirem
pela carência de grãos. 

Objetivo 11 - Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;

Merecem as nossas palmas
os que enxergam lugarejos
sendo redutos com almas,
e não quartos de despejos.

Objetivo 12 - Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis;

Um consumo consciente
não fere a aba da serra,
projeta o meio ambiente
para o futuro da Terra.

Objetivo 13 - Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e os seus impactos;

Nosso clima ressequido
merece reparo urgente,
acalentando o gemido
das dores que a Terra sente.

Objetivo 14 - Conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;

Se nós cuidamos dos mares
com afinco mais profundo,
fugiremos dos pesares
pela falência do mundo.

Objetivo 15 - Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade;

Matemos a motosserra, 
trilhemos no rumo certo,
para que o peito da Terra
não se transforme em deserto.

Objetivo 16 - Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;

Matemos o ódio e a cobiça,
plantemos amor profundo,
pois, florescendo a justiça,
desabrocha a paz no mundo.

Objetivo 17 - Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Criemos uma fortaleza
da força que a união faz,
globalizando a riqueza
pela construção da paz.
__________________________


Obs. Trova de n° 11 foi classificada em 2°, entre as trovas isoladas. O meu conjunto de trovas não ficou entre os três vencedores.