segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

AGRADECIMENTOS - Poeta Daxinha

 


AGRADECIMENTOS



I

Nem as noites mal dormidas

Nem os sonhos delirantes

Os pesadelos constantes

Nem as lágrimas não contidas

Isentaram nossas vidas

Desta grata recompensa

Que foi alegria imensa

De revê-la em nosso convívio

Que me trouxe um grande alívio

Foi tua honrosa presença.

II

Quem tem amor se declara

E demonstra sinceridade

E se, por casualidade,

Um casal não se separa

Sem brigar? É coisa rara

Por ciúmes ou traição

Mas se a separação

For apenas por uns dias

Triplicará as alegrias

Na reaproximação.

III

Comigo aconteceu

Minha esposa viajou

Quando pra mim acenou

Um nervosismo me deu

O corpo inteiro tremeu

Foi grande a minha emoção

Até o meu coração

Não pôde bater direito

Não tem doutor que dê jeito

À dor da separação.

IV

Também, em compensação,

Aquela vivência morna

Quando a esposa retorna

Já toma outra direção

Nota-se que o coração

Bate menos acelerado

Se vendo pressionado

E dando boas-vindas à dona

Que também o recepciona

Com um abraço apertado.

V

A união de um casal

Não pode ser destruída

E nem tão pouco traída

Isso é falta de moral

Quem quiser fazer o mal

A si próprio ou à caseira

Pratique esta leseira

Troque um amor verdadeiro

Por um outro aventureiro

Para voltares ligeiro

A fim da ex-companheira.


Autor: JOSELITO FONSECA DE MACEDO, vulgo DAXINHA.

27/10/2006


JOSELITO FONSECA DE MACEDO, mais conhecido como poeta Daxinha, nasceu em Cuité/PB, em 14/08/1938. Filho de José Adelino de Macedo e Maria Marieta da Fonseca, nasceu na zona rural de Cuité, mais precisamente no Sítio Boa Vista do Cais, popularmente conhecido como Sítio Pelado. Aos 20 anos, viajou para os estados de Minas Gerais e Goiás, onde trabalhou como agricultor e vaqueiro. Mas foi no estado de São Paulo que se fixou, trabalhando como metalúrgico nas principais usinas siderúrgicas da região do ABC paulista. Retorna à Paraíba em 1985, retomando suas funções de agricultor. Sempre gostou de poesia, sobretudo, do gênero cordel no qual, ainda menino, já escrevia seus primeiros versos. O retorno a Cuité aproximou-o ainda mais de suas raízes, fazendo-o mergulhar com mais fervor no mundo da poesia. Sempre convidado a se apresentar em eventos culturais da cidade, seus versos focavam, principalmente, no cotidiano das pessoas simples – como ele mesmo o era. Tem como obras publicadas um CD de poesias intitulado: “Poeta Daxinha – Um Amante da Poesia”, o cordel “O batente de pau do casarão” e uma participação póstuma no livro “APOESC em Prosa e Verso”, do também poeta Gilberto Cardoso dos Santos. Casado, pai, avô e bisavô, o poeta Daxinha faleceu em 04/05/2016, em Campina Grande/PB, vítima de insuficiência cardiorrespiratória. (Jaci Azevedo, filha)


4 comentários:

  1. Maravilhoso!!
    Meu pai ficou 37 dias sem minha mãe, quando ela foi a Boa Vista/RR, por ocasião do nascimento do meu filho. A "roedeira" era grande - de um lado e de outro...
    Coisas do amor...

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  2. Que coisa linda meu Deus! Arrasou 🥰🙏

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  3. Excelente e merecida considerações.
    Que Deus o abençoe onde estiver

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  4. Q deus a abençoe
    Excelente muito interessante

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