APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

GALOPE À BEIRA MAR - Maciel


A brisa do vento tocando minha face Um velho que tenta uma rede puxar Casais namorando, menino a brincar Um barco à tarde com homens que parte Um outro vem vindo depois que o sol nasce É um vai e vem, é prá lá e pra cá É peixe, é banho espetacular É sol, é areia, é sal, maresia É praia que é bela de noite e de dia Nos dez de galope na beira do mar.
De dia é banho, encontro e festa Corpos expostos de gente dali Turistas que chegam pra se divertir Bebida, cigarro e som de seresta. Gente pacífica e até desonesta Querendo quem sabe só trapacear Ainda há aqueles pra negociar Pessoas saindo, pessoas chegando Também cantador de viola passando Cantando galope na beira do mar.
No meu RN há a Praia do Forte Galinhos, Ponta negra e Genipabu Pitangui, Tourinhos, também Muriú Jacumã, Barretas, Caiçara do norte. Praia do meio, Graçandu, por sorte A minha lista vai continuar Timbau, Santa Rita e se não gostar Convide pra Rio do fogo que vou Ou vamos pra Pipa, a praia do amor Cantando galope na beira do mar.
Ouvi que Zenóbio, Gilberto Cardoso Marcelo Pinheiro, Marcos Cavalcanti Adriano, Nailson mais um estreante Marcaram pra ir à Praia do gostoso Com Hélio Crisanto, num grande esforço Vão por Tambaba tentar passar Vão todos numa Kombi pra lá e pra cá Pensando em Tambaba andar sempre em fila Além de quem sabe dançarem quadrilha Cantando galope na beira do mar.
Quando a natureza o mar enfurece Vê-se tempestade, ciclone, tufão O líquido evapora e vem furacão Já não há coral, pois desaparece. A água invade, a praia obedece Recua sua área pro mar desbravar Contrários ao homem que vai questionar Com suas pegadas nos montes de areia Só vendo a miragem da bela sereia Sem cantar galope na beira do mar.
O gesto é bravio para o homem profano Com as fortes marés da ordem lunar A força das ondas, o brilho solar Percorrendo a terra por todo o oceano Num ciclo de dias, em meses do ano Que só aparenta que vai terminar E a uma gaivota que passa a voar Cruzando o cenário enquanto festeja Peço acrescente o que aqui não esteja Nos dez de galope na beira do mar.