APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

O PODER DO SOL E A FELICIDADE HUMANA - Marcelo Pinheiro




Por aqui temos sol o ano todo e nem percebemos sua grandiosa importância para a sensação de bem estar que ele nos proporciona. Nessas andanças pela Europa já me deparei com diversas pessoas radiantes com um dia de sol. Os parques ficam repletos de visitantes animados, que se reúnem em demorados piqueniques. Todos são unânimes em afirmar que tempo bom é a primavera e o verão, onde o sol dá o ar da graça por muitas horas e em boa parte dos dias.

No outono, porém, ele começa a se esconder entre pesadas nuvens escuras. O vento frio do norte sopra sem piedade às copas das árvores a fazer suas folhas tombarem. Devido à variação na inclinação do eixo da terra, o sol “muda de posição”, encurtando a duração dos dias. Esse fenômeno se torna mais acentuado nas regiões de clima temperado e frio, acima do trópico de câncer e abaixo do trópico de capricórnio. Em Estocolmo, capital da Suécia, por exemplo, no mês de dezembro a luz do sol passa por lá apressada, clareando por apenas cerca de 6 horas aquelas terras frias. Por 18 horas o mundo fica entregue às sombras da noite.

Com a noite longa vem a melancolia, a tristeza, o isolamento, e um monstro horrendo chamado depressão vagueia em busca daqueles entristecidos habitantes.

O corpo humano se adaptou ao longo de milhões de anos de evolução à influência do astro rei, de sorte que com a luz do sol se desencadeia no organismo uma série de reações químicas que o deixam com mais disposição e alerta para enfrentar a labuta do dia.

À noite ocorre o inverso: com a chegada das sombras da escuridão, o corpo relaxa, esperando o descanso e se o sol não volta ou demora demais a retornar a tristeza vem em seu lugar.