APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

PELEJA SOBRE A DIETA DE HÉLIO CRISANTO

Iniciei uma peleja no Facebook com o poeta Hélio Crisanto, graças a uma propaganda que ele começou a fazer sem querer:

Fiz essa montagem:

e começamos:

Gilberto Cardoso:

Na dieta milagrosa
Do poeta Hélio Crisanto
O caba come dois tanto
De comida gordurosa
muita manteiga rançosa
Toicim de porco e bisteca
Carne assada com panqueca
Ovo frito e macarrão
Queijo e salsicha com pão
Depois tira uma soneca.

Hélio Crisanto:

Acrescente na caneca
Três cascas de cumarú
Leite de velame crú
Depois cue na cueca
Quem há dias não defeca
Logo vê o resultado
Asma, bronquite, puxado
Arroto xôco e maleita
Quem bebe dessa receita
Na certa será curado

Gilberto Cardoso:

Não tem Dieta da Lua
Proteína, Veganismo
Do Limão, Frugivorismo
A gordura continua
Deixe a ossada nua
Conforme ensina o poeta
Pois a receita completa
Ele, sem usar de truque
colocou no Facebook
a mais perfeita dieta.

Hélio Crisanto:

Quem já bebeu não deleta
Pois provou da simbiose
Já curou sua fimose
E atingiu a sua meta
Pra comprar essa dieta
Só fazendo a encomenda
Ou vá na minha fazenda
Levando o talão de cheque
Não sendo assim leva um breque
E não sera feita a venda

Gilberto Cardoso:

Uma mulher que pesava
Duzentos e cinquenta quilos
Com mais trinta nos mamilos     
Quase se desesperava
Toda dieta tentava
Clamava por todo santo
Porém para seu espanto
Via a barriga crescer
Mas veio a emagrecer
Graças a Hélio Crisanto.

Hélio Crisanto:

Não bajule desse tanto
Mas a noticia é verdade
Já fiz essa caridade
A quem se banhava em pranto
Se valeu de todo santo
Sem vê nenhum resultado
E na dieta foi curado
Hoje mais parece um touro
Vive com chapéu de couro
Cortando o mato fechado

Gilberto Cardoso:

Tinha um velho barrigudo
Que tava desenganado
Vivia de bucho inchado
Feito um moleque sambudo
Rejeitava quase tudo
Com medo de estourar
Depois de experimentar
A dieta do poeta
A cura foi tão completa
Que hoje consegue voar.

Hélio Crisanto:

Não precisa exagerar
Zombar da minha dieta
Tenha honradez de poeta
Se quiser continuar
Não venha me insultar
Com chacota e imbuança
Senão vai levar na pança
Quem sabe perder a fama
Não queira jogar na lama
Dieta que tem sustança

Gilberto Cardoso:

Não tô fazendo chacota
O que tô é promovendo
O resultado tô vendo
Dessa dieta sem cota
O resultado se nota
E com certeza é bacana
Gastando bem pouca grana
Se fica só osso e pele         
Parecido com Giselle
Dentro de uma semana.

Hélio Crisanto:

Você mesmo me comprou
Um garrafão da receita
Pra curar sua maleita
Porém nunca me pagou
Esse coitado enganou
Aprendiz de feiticeiro
Que pra juntar um dinheiro
Tem que fazer garrafada
Com conversa esfarrapada
Danosse no marmeleiro

Gilberto Cardoso:

Rapaz, tu vai enricar
E a concorrência se ferra
O teu trio pé de serra
Tu já pode abandonar
O negócio é divulgar
Aqui e em todo canto
Essa bandeira eu levanto
Seja no verso ou na prosa
A dieta milagrosa
Do poeta Hélio Crisanto.

Hélio Crisanto:

Pra você so vendo agora
Se for produto barato
Vou botar mijo de gato
Com baba de caipora
Vou amolar uma espora
Pra furar cabra velhaco
Pêlo de cú de macaco
Vou botar na sua venta
Pois ninguém já aguenta
Mal cheiro do seu sovaco

Gilberto Cardoso:

Mas se tu não dividir
O lucro que tem comigo
Eu não mais teu amigo
E não vou mais te seguir
E vou parar de mentir
Em defesa da dieta
Vou dizer que tua meta
É só os besta enganar
As nossas custas enricar
Com estórias de poeta.

Gilberto Cardoso:

O jogador Ronaldinho
Se essa dieta provasse
Talvez que logo ficasse
Com barriga de tanquinho
Com gratidão e carinho
Hélio era convidado
Para assistir ao seu lado
O jogo da seleção
Depois comer salsichão
Na laje do seu sobrado.


O advogado  Aristóteles Pessoa e o educador João Bezerra também deram sua contribuição:

Aristóteles Pessoa:

Cuscus, ovo e rabada,
Farofa com arroz de leite,
Manteiga, côco e azeite,
Feijão, frango e peixada,
Pirão da carne torrada,
De tudo come o poeta,
E na mesa nada resta,
Vai dormir lá na poltrona,
Faz do bucho uma sanfona,
E peidando faz a festa.

João Bezerra:

E depois que ele acorda
Come um prato de feijão
Cinco quilos de mamão
Mamão daqueles de corda
Sem falar na açorda
Que toma no hospital
Sempre tem um mingau
No café matutino
Mesmo assim o cabra é fino 
Parecendo um vara-pau.