APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 4 de setembro de 2011

A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - Eliel Soares



A Proclamação da Independência do Brasil, tem algo fantástico como nos contos, nos romances de cavalaria, um príncipe herói montando um cavalo baio, empunha sua espada de fogo, as margens de um riacho cristalino e salva a sua amada. A Pátria Brasil com uma frase que ecoa em todos os ventos. “Independência ou Morte!”. Foi assim que aconteceu naquele longínquo 7 de setembro de 1822, claro que a realidade foi bem diferente da ficção imaginativa traçadas aqui nessas primeiras linhas.
A Independência do Brasil sem dúvida é um dos fatos históricos mais marcantes do nosso país, pois ela marca o fim da dominação portuguesa em sua Colônia e por conseguinte a conquista da autonomia política tão desejada por toda a nação. Mas para conquistar esse feito muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram lutando por este ideal, como foi o caso de Joaquim José da Silva Xavier; o Alferes ( Tiradentes ), que foi executado e teve seu corpo esquartejado a mando da Coroa Portuguesa, apenas por defender ideais de liberdade para o nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira em 1792.
A nossa liberdade tão sonhada de Independência só veio ocorrer 30 anos depois, quando Dom Pedro estava em viagem de Santos para São Paulo, durante o percurso ele recebeu uma correspondência de Portugal que anulava a assembléia constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole. Insatisfeito com a corte portuguesa, ele tomou uma decisão firme e imediata, levantou sua espada e gritou para as tropas que ali se fariam presentes; naquela tarde de 7 de setembro de 1822, “Independência ou Morte”. Esse feito histórico aconteceu as margens do Riacho Ipiranga no Estado de São Paulo. Três meses após este episódio, em dezembro de 1822, Dom Pedro foi coroado Imperador do Brasil.
Apesar desse acontecimento ter sido de grande relevância, o mesmo não provocou rupturas sociais, ou grandes mudanças no Brasil. A escravidão se manteve, as desigualdades sociais continuaram, a população mais pobre sequer entendeu o significado da independência, e apenas a camada mais rica da sociedade que era a elite agrária foi a que mais se beneficiou, pois era o sustentáculo de Dom Pedro I no poder.
É isso: nossa história é feita, é constituída de muitas glórias, as quais antecederam incontáveis e suadas lutas. Passamos por ditaduras sangrentas de fardados de mentes enfadadas, passamos por escravidões e inquisições religiosas e psicológicas. No entanto estamos ai... contando e sonhando nossa história de esperança e perseverança.
Hoje em nosso contemporâneo tempo, somos um país que exportamos tecnologia, mão-de-obra, alimentos entre outros tantos gêneros, somos brilhantes nos esportes, na música, mas será que somos mesmo uma nação independente? Não pagamos a peso de ouro juros exorbitantes, por dividas contraídas a outros países, nossas crianças vitimas do desequilíbrio dos lares estão á margem de uma sociedade que está longe de ser justa e igualitária, não esquecendo da praga da corrupção que corrói a política e os que a fazem. Apesar de tudo isso, somos um povo bonito e inteligente, criativo e batalhador. É pena que nesses quase dois séculos de independência a que chegamos, nos deparemos com meia dúzia de maus patriotas que não condizem com a dignidade política do nosso país.
Mas hoje, nos 189 anos de independência do nosso Brasil, o importante é que o nosso povo continue sempre com força, esperança e amor a nossa querida Pátria.
Eliel Soares ( Historiador )