APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

VIAGEM A PATU E AO SEU PASSADO



Graças às articulações do Dr Epitácio e apoio de Aderson Leão tivemos oportunidade de conhecer Patu e nos encantar com as belezas do Santuário do Lima. Retornamos de lá com a melhor das impressões!

Através do texto abaixo e de imagens antigas, o Dr Epitácio nos dá oportunidade de conhecer melhor seu idolatrado torrão de tão rico passado que nos faz mergulhar em nossa própria história.


Obs.: Na última foto, por trás da mulher de branco que segura a placa, aparece um familiar de Hélio Crisanto.

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Paróquia de Patu - Há 100 anos de Jesuíno Brilhante
Em 7 de julho de 1777, era implantada na vila do Patu a primeira capela da Paróquia de Nossa Senhora das Dores. Um século após, em 1877, começava uma terrível seca que assolou o sertão nordestino, motivando os saques aos comboios de alimentos, por Jesuíno Brilhante e seu bando de cangaceiros, fato que foi publicado nas atas do então presidente da província do Rio Grande do Norte.

A data da construção da capela está gravada no pátio externo da igreja matriz, numa arte em cantaria do mestre “Zé Pernambuco”, que cunhou 7 de 7 de 1777, e o paralelismo temporal com a seca dos dois 7, foi captado pelo multiculturalismo da Professora Lourdinha Holanda, que organizou desfile cívico das escolas, retratando o fenômeno do cangaço em Patu e a historicidade religiosa.

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Legenda 1: Desfile Cívico, em 7.7.1977. Crédito: Luiz do Foto.

Um cartaz com a imagem de Nossa Senhora das Dores e uma foto da Igreja matriz anunciou a programação do bicentenário (1777-1977) da paróquia, que foi realmente implantada em 1852, data que também foi “cunhada” por José Trajano, “Pernambuco”, no pátio externo daquele templo religioso.

Digitalizar0010.jpgLegenda 2: Cartaz do Bicentenário da Paróquia.
Uma flâmula também foi confeccionada para celebrar o bicentenário de Nossa Senhora das Dores, cuja imagem foi transladada de Portugal, em urna metálica, hermeticamente fechada, segundo relata o historiador patuense Petronilo Hemetério Filho, com base em depoimento do autodidata João Inácio de Oliveira.


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Legenda 3: Flâmula alusiva aos 200 anos da Paróquia.

“Patu comemora festivamente os 200 anos da Paróquia” está gravado na placa, que teve aposição na parede frontal da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, em solenidade realizada na manhã do dia 7 de julho de 1977, com a presença do secretário de administração e diretor do Ginásio Municipal Epitácio de Andrade, representando o Prefeito José Tavares de Holanda; do Juiz de Direito da Comarca de Patu Cícero Alves de Souza; do Comandante da Companhia de Polícia Militar Capitão Antônio de Pádua Crizanto; do Vereador João Ismar de Moura; do Pároco Eurico Franke; de devotos, estudantes, crianças e da coletividade.

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Legenda 4: Aposição da Placa dos 200 anos da igreja.

A professora Lourdinha Holanda, que lecionava educação artística no Ginásio Municipal e era membro da irmandade Coração de Jesus, foi a articuladora do evento. Nas fotos ilustrativas desta matéria, pode-se observar a presença do seu filho o Escritor Epitácio de Andrade Filho, com 11 anos, sentado com a mão no queixo, contemplando a fala do Padre Eurico, e desfilando, atrás da representação do Cangaceiro Jesuíno Brilhante (1844-79), quando conduzia um cartaz alusivo à religiosidade patuense, simbolizada por Padre José Kruza.