APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 17 de abril de 2011

ENTREVISTA COM POETA HÉLIO CRISANTO


Eu e Hélio Crisanto em apresentação no lançamento do livro do cordelista José Acaci.

O compositor, cantor, declamador e poeta popular Hélio Crisanto, autor do excelente livro Retrato Sertanejo é vice-presidente e um dos fundadores da APOESC. Você pode ouvi-lo todos os sábados pela santaritafm.com a partir das 8 h.

Hélio, por ele mesmo:

Sou nordestino da gema Sou caboclo da mão grossa Sou flor e mel de cupira Sou esteio de palhoça Sou agricultor valente Sob a chama do sol quente Tirando o mato da roça Eu sou forró de latada Sou conto de Militana Sou folclore de cascudo Folha de tamiarana Sou feira de mês em mês Sou boi em festa de reis Cassaco cortando cana



GILBERTO: Olá, grande poeta Hélio! Fale-nos sobre sua pessoa e trabalhos desenvolvidos.

HÉLIO: Sou uma pessoa simples, um pouco recatada, amante da arte e da cultura, desenvolvo um trabalho poético e musical há 15 anos, participo de saraus nas escolas, recentemente lancei o meu primeiro livro intitulado “Retrato Sertanejo”.

GILBERTO: Como foi despertado seu amor pela cultura popular e que contribuição a leitura teve na sua vida?

HÉLIO: Bom, desde criança ouvia o meu pai recitar versos de cordéis pra mim, especialmente do grande cordelista Leandro Gomes de Barros, também me encantava com os cantadores cantando na feira livre e tudo isso mexia muito com a minha imaginação, e logo cedo comecei a rabiscar os meus primeiros versos e adentrar no mundo da literatura.

GILBERTO: O que tem a nos dizer sobre a cultura popular nos dias atuais e especificamente em Santa Cruz e na região do Trairi?

HÉLIO: Diria que infelizmente a nossa cultura ainda está engatinhando, pelo fato da pouca produção literária e por existir um pouco de preconceito e discriminação por parte do poder público

GILBERTO: Deixe-nos um de seus poemas prediletos, de sua autoria ou não.

HÉLIO: "Quando a dor se aproxima
Devastando a minha calma
Passo uma esponja de rima
Nos ferimentos da alma" (Autor Desconhecido)