APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 17 de abril de 2011

Entrevista com o cordelista Adriano


Adquira obras da autoria do cordelista ADRIANO BEZERRA pelo (84)99017248



GILBERTO: Olá, Adriano! Fale-nos sobre sua pessoa e trabalhos que tem desenvolvido.

ADRIANO: Olá Gilberto, eu sou uma pessoa calma, amo muito a minha família, valorizo muito uma boa amizade e me considero um grande admirador da cultura em geral.Sou membro da ASPE e já participei de duas antologias poéticas na cidade de Santa Cruz: "Trairi em Versos" em 1997 e "Cantos e contos do Trairi" em 2008.Aprecio todos os estilos de poesias mas me identifico mais com a literatura de cordel, estilo esse em que já publiquei três trabalhos: "O Assassinato da Pequena Isabella", "O Sequestro e Morte de Eloá" e "O Resultado das Drogas", e em breve estarei publicando "O Doutor e o Agricultor".

GILBERTO: Quando foi que você se percebeu poeta e começou a escrever?

ADRIANO: Eu desde criança, quando tinha aproximadamente 12 anos de idade, lia bastante literatura de cordel com temas de romance, valentia, comédia, etc.Apartir daí comecei escrever pequenas coisas. Mas foi mesmo aos 15 anos após a morte do meu pai, que escrevi um cordel com 42 estrofes em sextilhas(não publicado) relatando a sua morte e desde então continuei escrevendo até os dias de hoje.

GILBERTO: Que trabalho seu você considera melhor?

ADRIANO: Os três trabalhos que publiquei foram muito elogiados pelos leitores, mas acredito que, "O Resultado das Drogas" tá repercutindo mais por ser um assunto que mexe com a vida de muitas pessoas, não só aqui na nossa cidade, mas em todo o mundo.

GILBERTO: Fale-nos sobre a importância da leitura em sua vida.

ADRIANO: A leitura para mim é tudo, pois sem ela jamais teria lido quando criança a literatura de cordel, e não teria aprendido com isso, a escrevê-la também.Sem a leitura, também teria deixado de desfrutar de todos os belos poemas que já li.Enfim, sem a leitura, nem mesmo estaria respondendo a essa entrevista.

GILBERTO: Que visão você tem da arte no Trairi e especificamente em Santa Cruz, nos dias atuais?

ADRIANO: A arte aqui na região do Trairi é riquíssima e vem crescendo a cada dia.Nós temos artistas muito bons em todos os estilos de artes.Mas, o apoio à eles ainda é muito precário, o que impossibilita os mesmos de chegarem a um lugar de destaque.

GILBERTO: Deixe-nos, como despedida, um de seus poemas prediletos, de autoria própria ou não.
"O Velho Desprezado"

Como sofre o velhinho
Que só, vive desprezado
Vivendo no seu cantinho
Por todos abandonado
Cabisbaixo e tão sozinho
Recordando o seu passado.

Descem as Lágrimas serenas
Molhando o seu rosto antigo
Esperanças são pequenas
Debaixo daquele abrigo
Como se cumprisse penas
E esse fosse o seu castigo.
Sua memória respira
O seu tempo de atrás
Sua lembrança suspira
As coisas que foi capaz
De fazer na sua estira
E que hoje não faz mais.

Por ele não tem ninguém
Se foi a sua senhora
Família também não vem
Só observam por fora
Sua idade já além
Só espera à sua hora.