APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

VEJA COM ATENÇÃO O FILME "HARODIM, olhe mais perto" - Gilberto Cardoso dos Santos


Quando um amigo e conterrâneo em cujo bom gosto confio me falou da surpresa que teve com o filme Harodim, recorri ao Google em busca duma sinopse. Pelo que li, deu vontade de nem iniciar o filme, tão fantasiosa me pareceu a trama. Mas comecei assim mesmo, a contragosto, não sem antes postar um comentário negativo, precipitado, sobre as conclusões a que imaginei iria chegar. Livro julgado pela capa.

Até então, minhas convicções acerca do 11 de setembro estavam tão firmes quanto as Torres Gêmeas antes do ataque. Isso tinha uma razão de ser: firmado nos relatos oficiais a respeito do ocorrido, e em meu próprio testemunho dos fatos (assisti, ao vivo, no instante em que os aviões bateram nas torres) sempre recusei ver qualquer coisa que cheirasse a teoria da conspiração sobre o assunto.

Trata-se de um filme parado, calmo, que agita tudo dentro de você. Como disse alguém, é algo bem diferente dos que costuma assistir.

Diversas vezes pausei o filme para rever alguma fala anterior, ou para pesquisar na net se o que me surpreendera tinha algum fundamento histórico.

Enquanto o assistia, lembrei-me da trilogia Matrix e senti-me dentro dela, tão atônito quanto seu personagem Neo. Lembrei também da série Lost, onde os fatos e personagens nunca são o que parecem ser. Vi-me dentro de um sistema fantasioso, manipulado, perdido na ilha da série, sem entender quase nada. A caverna de Platão nunca me foi tão real. Mas não concluam que comprei inteiramente a ideia do filme. Antes, me vejam como quem acordou de um pesadelo, sabe que despertou, mas o coração continua a bater forte como se fosse real. Quando uma película provoca tais efeitos, é sinal de que cumpriu bem o seu papel. Ao menos para mim e meu amigo.

Como fiquei após o filme? Vi-me repetindo a frase de Sócrates: “Sei que de nada sei”. Certamente não convencido de tudo que vi, mas duvidoso do que sabia ao ponto de querer aprofundar-me no tema vendo documentários antes preconceituosamente rejeitados. Tenho certeza que minhas certezas não acabarão no pó como o World Trade Center, mas sinto que há muito a ser revisto e devidamente compreendido. 
Veja o filme completo no link abaixo: