APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Não tem homem neste mundo Mais sem sorte do que eu (um mote para todos)

Hélio Crisanto

Passei vinte e cinco anos
Pra comprar uma fubica
E não escutando a dica
Contrariei os meus planos
Não escutei os meus manos
E veja o que aconteceu
Pois logo o motor bateu
E a cada dia me afundo
Não tem homem neste mundo
Mais sem sorte do que eu.

Maciel:

Vou chegando ao recinto 
Com meu verso pé quebrado 
Depois de eliminado 
Num concurso em Rio Tinto 
Passei o dia faminto 
E Hélio me esqueceu Foi sozim no carro seu 
Me deixou em rancho fundo 
NÃO TEM HOMEM NESTE MUNDO 
MAIS SEM SORTE DO QUE EU.

Kiko Alves:

Paquerei uma vizinha 
Não tirava o olho dela 
Nunca vi mulher tão bela 
Sonhava com ela ser minha 
Fiquei nessa ladainha 
Fui na onda de Morfeu 
Veio outro e c... 
Fiquei com um ódio profundo 
Não tem homem nesse mundo 
Mais sem sorte do que eu.


Adriano Bezerra:

Saí para farrear 
Numa festa de forró 
Toda a noite fiquei só 
Ninguém quis me namorar 
E ainda pra completar 
Vêi um cabra e me bateu 
Meu carro estourou o pneu 
Dentro dum buraco fundo 
NÃO TEM HOMEM NESSE MUNDO 
MAIS SEM SORTE DO QUE EU

Gilberto Cardoso:

Certa vez uma cigana
agarrou a minha mão 
e disse logo: "ganjão,
tu vai ganhar muita grana
vais passar uma semana
em um país europeu."
com lábia me envolveu
e me roubou num segundo
Não tem homem nesse mundo 
Mais sem sorte do que eu.

Kiko Alves:

Fui sorteado num bingo 
Ganhei um big carrão 
O bicho era um avião 
Passeei todo o domingo 
As muié pra mim sorrindo 
De repente escureceu 
Não sei que diabo deu 
Rasgou-se a rede no fundo 
Não tem homem nesse mundo 
Mais sem sorte do que eu 


Adriano Bezerra:

Fui pra cidade vizinha
Pra uma apresentação
Foi tudo uma perfeição
Mas na hora que já vinha
Um amigo meu que tinha
Dentro do carro gemeu
Soltou um pum e correu
Me deixando moribundo
NÃO TEM HOMEM NESSE MUNDO 
MAIS SEM SORTE DO QUE EU.


Gilberto Cardoso:

O poeta Adriano
se assustou com o pum
foi um mau cheiro incomum
que nos causou desengano
foi um ato desumano
que Zé Paulo cometeu
o ambiente fedeu
com o ar nauseabundo
Não tem homem nesse mundo 
Mais sem sorte do que eu.



KIKO ALVES:

Ontem tava amargurado 
Fui na banca de Rosinha 
Tomei uma cachacinha 
Depois lhe falei fiado 
Ela disse: ô seu viado! 
Esse corno endoideceu? 
Me pague o que bebeu 
Pé-de-cana, vagabundo! 
Não tem homem nesse mundo 
Mais sem sorte do que eu 

Hélio Crisanto:

Vendo Adriano correr 
Com medo do tiroteio 
Menino saia do meio 
Senão você vai morrer 
Chame um cabra pra prender 
Esse cagão cireneu 
A cidade apodreceu 
Zé Paulo melou o fundo 
Não tem homem neste mundo 
Mais sem sorte do que eu.

Gilberto Cardoso:

Quando Zé Paulo cagou
riu igual uma hiena
e tentou sair de cena
mas a catinga ficou
Hélio logo amarelou
Adriano enlouqueceu
um gato velho morreu
explodindo pelo fundo
Não tem homem neste mundo 
Mais sem sorte do que eu.

Kiko Alves:

Já deu na televisão 
Agora tá explicado 
O que foi noticiado 
Sobre a grande explosão 
Foi o peido de um cagão 
Até em Natal tremeu 
E o epicentro se deu 
Em um fiofó furibundo 
Não tem homem nesse mundo 
Mais sem sorte do que eu.

Hélio Crisanto:

Eu saindo de São Bento 

Depois de uma boa estreia 
Entrei logo na boléia 
Cheio de contentamento 
Mas logo me veio um vento 
Deixando o carro no breu 
Gilberto logo correu 
Num desespero profundo 
Não tem homem neste mundo 
Mais sem sorte do que eu.