APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 22 de julho de 2012

SOBRE GRAFITH E AFINS - Diversos poetas

No post SOM DE GRAFITH NO PAREDÃO, o poeta Hélio escreveu:

A juventude de hoje
Parece não ter limite
Se enche de tatuagem
E de ninguém ouve palpite
Bota um cigarro na mão
E o diabo de um paredão
Pra ouvir som de grafite



Nós entramos no ritmo da batida e prosseguimos:


Gilberto Cardoso dos Santos:

Este é um som de elite
Hélio precisa aceitar
seu repertório cabeça
devemos guilhotinar
A onda é uma só
Grafith e Michel Teló
vieram para ficar.

Marcos Cavalcanti:

Ao ouvir um som assim
Me sinto num outro Paredão
Os Twites são as armas
Que ferem meu coração
Mas sobrevivo, acredite
Pego de um outro grafite
E escrevo, Viva a Educação!

Gilberto Cardoso dos Santos:

Pelo sim e pelo não
o jovem quer grafitar
no seu próprio coração
começa a garatujar
com gente desse quilate
até "Picasso" se abate
não consegue enviagrar.

Hélio Crisanto:

Se ouve em todo lugar
Ninguém respeita a polícia
Sobe e desce, vai cachorra
"Se eu te pego" ai delicia
Um tal garota safada
Ganha fama na parada
Só propagando malícia

Gilberto Cardoso dos Santos:

Verdadeira estultícia
se nota na juventude
formam gangues, buscam briga
se tratam de modo rude
tentam nos intimidar
com seu modo de olhar
cedo ficam sem saúde.

Zenóbio Oliveira:

Já fui taxado, acredite
De antiquado e obsoleto,
Por não gostar de Grafite
Teló, Muído, Araketu,
Não vou gostar nem a pau,
Prefiro escutar Khrystal,
Cantando “Coisa de Preto”.

Gilberto Cardoso dos Santos:

Com Grafith não me meto
a galera é da pesada
rola droga, rola briga
a arte é desprezada
nunca irei a tal festa
se a música não presta
a letra não vale nada.

Hélio Crisanto:

Ver a banda no coreto
Hoje ninguem quer saber
Ouvir as velhas marchinhas
Pra moçada se entreter
E o jovem curte o profano
Bota um cabelo moicano
Pra poder aparecer

Gilberto Cardoso dos Santos:

Todo jovem tem que ter
o seu corpo tatuado
a "moça" roupinha curta
o jovem boné virado
cada um na sua gangue
chega sedento de sangue
e começa o rebolado.

Hélio Crisanto:

Tem que ter um som irado
Ninguém fala em gonzagão
Jackson, marines, elino
Cantando a voz do sertão
O mundo saiu do trilho
E não se ver algum brilho
Na letra de uma canção

Gilberto Cardoso dos Santos:

Só se houve o pancadão
e a galera rebolando
ninguém presta atenção
no que estão escutando
é batida a melodia
e não se vê poesia
naquilo que estão cantando.

Hélio Crisanto:

Um sujeito vai "mengando"
Na traseira de uma dona
Rebola, chupa na lingua
E a "Nega" curtindo a zona
Diz ô festa de primeira
Salve a nação grafiteira
Nesse som eu vou a lona

Canindé Crisanto - Acari:

O (des)gosto musical
Tá um rebuliço só
As porcarias da moda
Entalam no meu gogó
Eu não entro nesse clima
Não curto Gustavo Lima
Gaby nem Michel Teló.

Gilberto Cardoso dos Santos:

Quem não gosta é cafona
doutro tempo, ultrapassado
é preciso se tornar
pra não ser discriminado
da galera, sangue bom
se o vizinho aumenta o som
melhor escutar calado.

Zenóbio Oliveira:

E vão mexendo a bundona,
ao ritmo desse destom,
Esqueceram da sanfona,
de Noca do Acordeom,
E a cantiga de Gonzaga,
infelizmente se apaga,
em meio ao xibombombom.

Hélio Crisanto:

Em se tratanto de som
A desgraça é alarmante
Tem banda de todo tipo
Despontando a cada instante
Tem até vaca atolada
E uma tal saia rodada
Nesse cenário aberrante.

Gilberto Cardoso dos Santos:

Diógenes foi brilhante
em sua REFLEXÃO
Às vezes algo importante
se encontra no lixão
o nosso mundo é assim
nada é totalmente ruim
nada é totalmente são.

Adriano Bezerra:


Você tem certa razão
Diógenes meu bom amigo 
Porém com muita atenção 
Observe o que lhe digo: 
Na festa MPB 
É raro briga se vê 
No ritmo tá o perigo. 

Já aconteceu comigo
Numa festa grafiteira
Eu estava lá no meio 
Assistindo a swingueira
E um grupo pegou pular 
Girar e rodopiar 
Ficar perto foi besteira. 

Um do grupo de primeira 
Deu-me uma cotovelada 
Que quase caio sem ar 
Tão grande foi a pancada
Ligeiro só fiz correr 
Inocente sem saber 
Porque tal desaforada. 

Sei que tem letra voltada 
Para conscientizar 
Que se for ouvir direito 
Ela pode até tocar 
Mais o ritmo contagia 
E naquela euforia 
Ninguém para pra pensar.

Gilberto Cardoso dos Santos:

Vejo a moçada a pular
parecendo cururu
ao som da Banda Grafith
ou da Banda Dejavu
Na atmosfera agitada
a juventude excitada
fica igual ururbu.