sábado, 21 de maio de 2011

Preconceito Linguístico em foco


Criou-se uma enorme celeuma por causa de um livro didático aprovado pelo MEC. A autora tem sido crucificada com o aval de figurões do mundo da política e da mídia. Creio que muitos destes que se posicionam contra a autora não pararam para ler o texto causador de tanta polêmica, verdadeira tempestade em copo dágua (veja-o em http://wp.me/prBF2-21). O video abaixo lança luz sobre o corrido:



“Quando a gente diz nós vai, é porque nós vamos”

- Sérgio Vaz

Pronominais


Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro

Evocação do Recife (Manuel Bandeira)

A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada.


No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.


Adoro a música abaixo:

Os que roçam suas línguas na língua de Camões fiquem à vontade para posicionamentos favoráveis ou contrários.

2 comentários:

  1. Lingua, lingua...a mais ferina de todas as armas. belo texto caboco.

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  2. Gilberto,
    Defendo as normas gramaticais ferrenhamente. Para mim, elas dão personalidade e originalidade à nossa bela língua portuguesa, ainda que sejam complicadas e meio enfadonhas.
    Mas, óbvio, há circunstâncias e circunstâncias: deve-se adaptar a linguagem a cada ocasião. Língua culta para textos e circunstâncias cultas; língua popular (alguns diriam “vulgar”) para textos e circunstâncias populares.

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Comentários com termos vulgares e palavrões, ofensas, serão excluídos. Não se preocupem com erros de português. Patativa do Assaré disse: "É melhor escrever errado a coisa certa, do que escrever certo a coisa errada”