domingo, 26 de junho de 2022
REZA E CULTURA POPULAR, POR TIO CHICÓ - Roberto Flávio
sábado, 7 de maio de 2022
SIMPLESMENTE MATERNAL - Roberto Flávio
SIMPLESMENTE MATERNAL
Mãe
sublime, mãe amor
Mãe
de chagas, mãe da dor.
Mãe
que perdeu,
Mãe
que ganhou.
Mãe
que luta,
Mãe
que se entregou.
Mãe
que tudo tem,
Mãe
que quase nada levou.
Mãe,
filha da violência
Mãe
da nítida ausência.
Mãe
desfigurada,
Mãe
abandonada.
Mãe
sem flor,
Mãe
que nunca viu o amor.
Mãe
mulher, mãe menina
Mãe
poetisa, Mãe Coralina.
Seu
viver tragado sem que nada tenha
Mãe
Maria da Penha.
Mitificada
Rainha do Lar,
Mãe
do verbo amar.
Mãe
de Deus, na fé considerada,
Mãe
é mãe, assim empoderada.
Mãe,
sentimento universal.
Mãe,
simplesmente maternal.
Roberto Flávio, 07/05/2022.
domingo, 17 de abril de 2022
QUE REI É ELE - Roberto Flávio
QUE REI É ELE
Emanuel, Jesus, o Cristo, o Messias, Yeshua Hamashia, Yehôshua,
Vários nomes, tantos significados e títulos.
Não havia Plano, Seguro ou Sistema de Saúde.
Não nasceu num palácio, mas ao redor de
bichos numa estrebaria; ou ainda no piso inferior de uma casa onde também se
guardavam animais, como afirmam outros pesquisadores.
Veio de Nazaré, da Galileia. Sendo rejeitado
até por essa origem, seria hoje tipificado como discriminado por raça ou etnia.
Pregava à beira do mar, nos montes, nas
praças, nas sinagogas, em lugares nada pomposos.
Não era dado aos costumes, dogmas e práticas sacerdotais.
Muito pelo contrário, sempre estava a
confrontar a corrupção religiosa dos judeus daquele tempo e nos templos.
Fariseus, saduceus, escribas e hipócritas são
chamados de raça de víboras.
Entrou em casa de amigos, publicanos,
cobradores de impostos, de pessoas simples e chamadas pecadoras.
Não procurava hospedagens. Aliás, dizia que
“não tinha onde reclinar a cabeça”.
Falava aos pobres, aos humilhados, curava os
doentes, clamava pelas injustiçadas viúvas de Israel.
Disse que estaria nos que tiveram fome e
sede, nos que não puderam se vestir, nos estrangeiros não hospedados, nos
enfermos e nos prisioneiros.
Mandou jogar pedras quem não tivesse algum
erro.
Que a bondade estava no inimigo samaritano,
mas longe do falso religioso judeu.
Incomodou os seus compatriotas até mais que
aos romanos.
Nem comunista ou socialista. Esse padrão
sociológico sequer existia. Ao meu ver, simplesmente, o Maior dos altruístas.
Disse que havia muitas moradas na Casa do seu
Pai.
Foi entregue pelos Chefes dos sacerdotes,
escribas e líderes dos judeus aos romanos.
A multidão foi manipulada e convencida a
pedir soltura para o homicida Barrabás.
Não se autoproclamou Rei. Mesmo quando
perguntado pelo governador Pilatos, preferiu responder: “Tu o dizes”.
Condenado por um crime civil que não cometeu
contra Roma. Açoitado e torturado até a morte.
Levado à crucificação num madeiro ou cruz
fora dos muros de Jerusalém.
Na crucificação, ficou entre dois ladrões. A
um foi manifestado a promessa de Vida no Paraíso e sem fuzilá-lo com palavras
de ódio.
Aos seus torturadores ou assassinos clamou o
perdão do Deus-Pai.
Nítida diferença: há quem sabe o que faz e há
quem não sabe o que faz.
Pelo próprio Jesus, não estará no reino dos
céus quem da boca para fora apenas disse “Senhor, Senhor”.
Sobre a cruz, em latim, em 4 letras, o motivo
dado por sua morte no acrônimo INRI - Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum -.
O Rei dos Judeus passou a ser o Rei de Todos
os que nele creem.
Luz Divina, Salvação, Vida Eterna ou apenas
uma história da humanidade.
Que Rei é Ele?
A resposta é pessoal.
A minha é: “Rei dos Reis e Senhor dos
Senhores”.
Roberto Flávio, Domingo de Páscoa,
17/04/2022.
terça-feira, 8 de março de 2022
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
terça-feira, 7 de setembro de 2021
UM SETE DE CONFUSÃO - Roberto Flávio
UM SETE DE CONFUSÃO
Patriota com idiota
Civismo com cinismo
Independência com subserviência
Bondade com maliciosidade
Enlutados defendendo a morte
O real com a ilusão
Liberdade com maldade
Expressão e violação
Verdade com falsidade
Ação com omissão
Um discurso sem a prática
Solução com a negação
Milícia não é polícia
Educação não é dominação
Cultura não é censura
Saúde não é manipulação
Democracia não é idiocracia
Ditadura não traz a paz
Justiça não é a ameaça
A Constituição não é uma farsa
Ativismo não é golpismo
A Nação não é de fanfarrão
Armamentismo não é pacifismo
Das trevas não sai claridão
Querem impor a mordaça
À força e na base do fuzil
Não obstante as dificuldades
Que assolam o nosso bravo Brasil.
Roberto Flávio. Em, 07/09/2021.
sexta-feira, 9 de julho de 2021
A PRAGA - Roberto Flávio
A praga
Na
história da humanidade muitas foram aos montões
Construindo
narrativas
Para
destruir reputações
Dispensando
as oitivas.
Do
nobre ilustre ao plebeu
Não
fica nenhum de pé
Como
um canto de Orfeu
Apresentada
em boa-fé.
Adão
e Eva não comeram uma maçã
Dita
a fruta como um mito
De
presente Freud ganhou um divã
Nem
era ele o seu fito.
Cleópatra
não era egípcia
Napoleão
não era tão baixinho
Lia
foi por Raquel para a núpcia
Pode
ser pela boca ou até num pergaminho.
Dos
macacos não viemos
No
mais serão nossos primos
Em
Cabral não confiemos
Como
descobridor dos destinos.
Um
dia é dedicado a tal
Como
se fosse algo bom
Porém
se torna letal
Quando
em tudo muda o tom.
Há
de se ter atenção
Porque
é veneno agressivo
Faz
cair uma nação
Num
prejuízo expressivo.
No
inglês é uma fake
E
o que não é se vira
Estendendo-se
por alqueire
Esta
praga é a mentira.
(Roberto
Flávio, 09/07/2021)
sexta-feira, 25 de junho de 2021
O roubo da alegria - Poema de Roberto Flávio
O
roubo da alegria
Não
Você
não é invencível
Pode
ser até terrível
Profunda
transformação
Enfrentamento,
reflexão
No
seio de cada nação
A
palavra é prevenção
Ciência
com boa notícia
Não
pode ser com estultícia
Sem
saúde, economia enterrada
Por
estapafúrdia empreitada
Diante
desse tormento
A
morte é debochada
Com
disparate argumento
Num
desatino sem fim
Impiedade
e sofrimento
Misericórdia,
Senhor, dizemos assim
Por
tamanha agonia
Incompetência
é a ordem do dia
Enquanto
houver desgoverno
Não
haverá alegria.
(Roberto
Flávio, 25/06/2021)
domingo, 20 de junho de 2021
LUTO - poema de Roberto Flávio
LUTO
Santa Cruz amanheceu mais triste
Há um Brasil que chora
Meio milhão de vítimas
Profundo pesar
Dor familiar
Amigas e amigos
Sentimentos cortantes
Vazio
Tempo de resgate
O que há de melhor em nós
Ainda há tempo
Luto
Lutar até no contratempo
Pelo ético
Pelo decente
Do nascente ao poente
Falsa verdade despudoradamente
Ao pensamento de alienação
“De morrer pela pátria
E viver sem razão”
Pela vida, pela ciência
Contra experimentos sem comprovação
Afirmação versus negação pungente
Ao ser humano
Não apenas o futuro
O bem presente.
(Roberto Flávio, João Pessoa, 20/06/2021)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
A CHAVE - Roberto Flávio
A chave
(Roberto Flávio)
Temos uma chave codificada.
Cada ser humano tem a sua com um DNA exclusivo.
Isso nos torna absolutamente únicos.
Imagino uma chave em minhas mãos.
Não exijo ser de ouro, nem de bronze, apenas uma chave
importa que seja.
Em algum momento não tinha sequer habilidade para
segurá-la.
Fui pegando aos poucos. Brincando com ela, jogava; alguém
a devolvia.
De repente ficou comigo, sem mais desgrudar, enquanto
houver vida biológica.
Função de abrir fechaduras. Abro janelas, abro portas e
até grades de ferro.
Também me disseram, eufóricos e ufânicos, que era a chave
do meu sucesso.
Há quem diga que uma grande porta está dentro de mim e
posso usar a minha chave.
Somente a minha consegue abri-la. Inviolável para
qualquer hacker que possa surgir.
Mas o que preciso realmente abrir dentro de mim?
Razão? Pensamentos? Ideias? Emoções? Sentimentos? Um
conceito metafísico?
Não era apenas uma chave que me permitia abrir e fechar
gavetas, janelas ou portas?
Vida, chave? Vidas, chaves? Assim como a chave, cada um
vai ter a sua resposta.
Portas que não deveriam ter sido abertas, mas abrimos.
Inesperadas adversidades na estrada da vida. Perdas de
humanas vidas que amamos.
Cenários sociais de flagelo e vulnerabilidade ao redor do
mundo, bem pertinho de nós.
Minha chave agora abrindo uma fenda de luz.
Chave que abre, que fecha e que nos leva a outras
possibilidades.
Não é o que se chama simpatia para o Ano Novo.
Apenas pensei numa chave.
Logo mais, sem me importar com o valor de uma sidra ou do
champanhe mais caro,
não irei abrir o ano inteiro de uma só vez, nunca e
jamais.
Um dia, a cada dia, quero primeiro abrir a porta que está
dentro de mim, com um jeito
próprio, humano, acertando e errando, mas procurando
aprender a usar a chave.
A minha chave, somente minha, pois cada um tem a sua.
Roberto Flávio, 31/12/2020.
sexta-feira, 24 de julho de 2020
Ao sineiro da mensagem lutuosa: “Os sinos dobram por Ribeiro”
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Violência: o colapso mundial das relações humanas - Roberto Flávio Dias Câmara
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
REDE GLOBO VEICULA REPORTAGEM SOBRE SANTA CRUZ
Reportagem remetida pelo conterrâneo Roberto Flávio, residente em João pessoa, com a seguinte mensagem:












