APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 16 de setembro de 2018

ADVERTÊNCIA POÉTICA


domingo, 9 de setembro de 2018

SETEMBRO AMARELO



SETEMBRO AMARELO

Campanha de cor iluminada
Representativa da alegria e da vida
Que ajuda prevenir à morte enviesada
Diante da própria e qualquer tentativa.

Esse assunto não deve ser velado
Por razões culturais ou religiosas
Mesmo sendo um diálogo amargo
Desmistifique compreensões pecaminosas.

O suicídio é questão de saúde pública
Não uma transgressão divina
Vai além da leitura bíblica
A dor que a si próprio elimina.

Comportamentos suicidas
Devem desenvolver clara comunicação
Das emoções idas e vindas
E expor os desejos do coração.

Cuidado com os tabus que circulam
São muitos fatores múltiplos determinantes
Não apenas de ordem psíquica como articulam
Ou orgânica sem outro motivo coadjuvante.

O sofrimento mental é algo da existência
E ainda existem graves questões sociais
Que necessitam de ajuda e providência
Para não obtenção de patologias prejudiciais.

Para evitar o suicídio e promover a vida
Há um convite ao questionamento e mudança
Apologia ao sentido de vida sem medida
Numa tomada de decisão com confiança.

Buscar tratamento especializado é a dica
Aos que vivem com terríveis sintomas
Para quem pensa em tirar a própria vida
É bom se aprofundar nos traumas que somam.

Existem muitos fatores de risco
Privação, negligência ou abuso na infância
Violência doméstica, desemprego, alcoolismo
Doenças mentais, isolamento, precisam de vigilância.

Cuidado com a ambivalência em gangorra
Com os desejos simultâneos de morrer e viver
Tudo passa, inclusive a infelicidade e qualquer zorra
Com o apoio emocional para precaver.

A impulsividade também é transitória
Desencadeia-se por eventos negativos
Mas, a durabilidade se dá em poucas horas
Busque questionamentos positivos.

Há quem pense 24 horas nos problemas
De forma drástica e bem rígida
Melhor buscar soluções sem dilemas
Com auxílio e ajuda empática cumprida.

Desespero, insônia e agressividade
São alguns dos sintomas presentes
Elevada ansiedade, desesperança, impulsividade
É preciso com resiliência expressar os sentimentos.

Incontáveis são as causas que aniquilam
E interferem na qualidade de vida
Não ao desfecho trágico e irreversível
Falemos da sobrecarga subjetiva.

Espalhemos essa campanha desmedida
Com um só objetivo
Ajudar a salvar vidas
Que vivem se articulando por algum motivo.


Lindonete Câmara
07/09/2018




quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A IRA DAS LABAREDAS (José da Luz Costa)




A IRA DAS LABAREDAS
José da Luz Costa

Os olhos incrédulos da nação estarreceram-se com a pira gigantesca em que se transformou o Museu Nacional, situado na cidade ainda maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro. Era noite de domingo. Em tempo de eleições. E a pergunta se repetia na televisão: “Que Brasil você quer para o futuro?”

Cada casa deste país continental, que já foi um paraíso tropical, desejou ser um hidrante para lançar um jato de água abundante sobre aquelas implacáveis cortinas de fogo. As chamas famintas engoliam o passado e o presente. Um país tão jovem! que agora precisa se reconhecer nas cinzas deste holocausto, e aprender novas lições junto ao altar da pátria.

Museu Nacional. Um coração palpitante durante duzentos anos, mantendo vivas a história e a cultura. Tradições e traduções. Espelho onde se contemplava os rastros de antepassados, a face de homens e bichos de dias muito antigos. Tesouro de joias raras e caras. Casa real de filhos ilustres. Berço de acalento de nossa soberania e liberdade.

Museu Nacional. Ícone da tragédia. Tragédia anunciada, agoniada. Procura-se o pai da tragédia. Ninguém se apresenta. O edifício desnudo está órfão. Mas, erguido por mãos fortes, manteve-se ereto, com suas paredes imponentes, servindo de urna para receber as cinzas de todos os seres que ali habitaram ao longo das estações...

Museu Nacional. A última morada de Luzia. Uma jovem mulher que esperou onze mil anos para deixar as brenhas de uma caverna nas Minas Gerais e fixar residência num palácio real. Onde estão seus inquisidores? Sua alma ainda lança gritos dilacerantes pelos ares. Quem acendeu essa fogueira, que devorou o sossego de sua eternidade?

Museu Nacional. O filme mais triste exibido em tempo real para todo o país. Cadê os seus protagonistas? Encontram-se apenas dissimulados antagonistas. Agora, nestes dias de luto, eles ressurgem como salvadores, doadores, atores. São adeptos da famigerada filosofia do atraso. Ah! se tivesses a sorte das catedrais, dos palácios da justiça e das mansões parlamentares!...

Museu Nacional. O fogo que te devorou continua ardendo e nos inflamando por dentro. Um fogo que queima a nossa vergonha diante do mundo. Um fogo que enfumaça a nossa volátil vaidade. Um fogo que assusta as nossas crianças. Um fogo que seguirá incinerando a nossa esperança...

Museu Nacional. Mantenha-se firme e forte. Seja o símbolo de resistência deste Brasil gigante pela própria natureza. Mas faça-o levantar-se desse berço já não mais esplêndido. Faça soprar um novo vento Brasil adentro. Convide de volta seus visitantes, estudiosos, pesquisadores e admiradores.

E que os céus abrandem sua ira e aceitem que cada brasileiro seja um depositário das memórias nacionais. Pois, o esquecimento é o coveiro da história. E será mais uma tragédia permitir que o deszelo e o descaso lancem suas labaredas sobre nossa sorte. Melhor seria suplicar ao destino que cavasse a nossa derradeira alcova, sete palmos abaixo do solo pátrio.

Oh minha pátria amada! Não quero para ti a profecia apocalíptica de Ignácio de Loyola Brandão, no título de seu mais novo romance: “Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela”.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

POR DEVER DE LEITOR - Zé da Luz


POR DEVER DE LEITOR (José da Luz Costa)

Quando se vive no mundo dos livros, ninguém escapa ao fascínio das palavras.
A linguagem flexibiliza o tempo e neutraliza a distância espacial. A linguagem veste e reveste e desveste os sentimentos humanos.
Antes, porém, que eu mude a direção e a intenção deste breve texto, vou me fixar no propósito primeiro de sua elaboração.
Eis aqui, portanto, a sua motivação primordial. Comprei, faz poucos dias, diretamente ao próprio autor, o livro "Crônicas da casa de Maria Gorda", do jornalista santa-cruzense Rosemilton Silva.
E entre uma tarefa e outra, entre um intervalo de aula e outra, fui adentrando as páginas desse livro com cheiro de guardado. Aquele cheiro que caracteriza as coisas boas que se guardam por muito tempo. E tudo nesse livro cheira a guardado. Guardado na cristaleira de memórias desse excelente contador de histórias. Mente lúcida e lúdica, de raciocínio linear, Rosemilton vai tecendo no presente a trama vívida de dias retorcidos e de personagens contorcidas. Pelo peso do tempo. E o contador de ca(u)sos não faz cerimônia, com vocativos nos chama e nos acompanha pelas ruas e becos de Santa Cruz, cruzando com figuras nobres e pitorescas (e outras piturescas, mesmo!). Aqui e ali, provocativo, faz insinuações sutis sobre atos e atores daquele cenário social. Tudo ao gosto da doçura e da lisura.
Com efeito, Rosemilton consegue, numa escrita prosaica mas não arcaica, reconstruir uma aquarela de reminiscências humanas e urbanas que nenhuma fotografia antiga, por si só, jamais nos levaria a um passeio nostálgico e saudável no passado (quase) recente de Santa Cruz.
Fui morador de Santa Cruz em três momentos históricos: duas vezes na década de 1960 e a partir de 1973 até 1995, quando muito triste me mudei para Natal.
Por isso, fica fácil para mim, e para quem assim se vê, reconhecer-se, mesmo estando ausente dos enredos narrativos, como mais um dos personagens dessas Crônicas. Conheci e convivi com muitas dessas figuras humanas repintadas fielmente pelo autor. Não nos mesmos dias, mas em tempos mais tardios.
Pois bem, não me esqueci da promessa lá do início: que seria um texto breve. Muito poderia eu ainda falar e comentar sobre as Crônicas, todavia, como registro de reconhecimento do engenho (da obra) e do talento (do autor), deixo aqui estas minhas palavras de apreço e de aplauso. 
Espero que outros leitores possam fazer essa mesma experiência com as Crônicas.
Parabéns, Rosemilton.


Zedaluz.



ADQUIRA

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

SER CRIANÇA - Emily Letícia



SER CRIANÇA

      Conheci uma garotinha que tinha entre seis a sete anos.  Eu a vi brincando, se divertindo com seu sorriso estampado no rosto.
   E tudo que eu consegui sentir naquele momento foi uma saudade. Uma saudade tão grande que fazia meu coração bater mais forte, e meus olhos se encherem de lágrimas. Nossa, que dor no peito, e vontade de voltar no tempo e poder ter novamente aquela chance de ser criança... de poder correr, brincar, ter amigos, ser amada, receber carinho, atenção e cuidado. Senti saudades até das quedas quando eu corria rápido demais e acabava tropeçando; saudades de quando eu comecei a aprender a andar de bicicleta; minhas primeiras pedaladas, que me causavam frios intensos na barriga. Senti uma saudade enorme de todos esses momentos e me arrependi por não ter aproveitado mais.
     Logo mais abri os olhos para a realidade e pude perceber que ser criança é a coisa mais maravilhosa que existe no mundo. Depois disto, aquela menininha estava ao meu lado, olhei para ela e  perguntei: Qual o seu maior desejo ? Ela me respondeu:  “Ser adulta!”
     E então eu a questionei: Mas, por quê?
E assim foi sua, resposta: “Ah... Quero ser grande e sair sozinha...”
    Depois disso, falei para ela:  “Mas menina, não deseje algo assim, você está passando pela fase mais legal, e divertida de sua vida. Ser adulto é coisa chata; não fazemos nada além de trabalhar, pagar contas e sair às vezes, sem contar com o coração partido, e decepções amorosas. Chegamos até a ficar sozinhos sem ninguém para nos fazer companhia.”
     Ela respondeu: “Poxa, agora me parece, que ser adulto é chato!”
E eu lhe perguntei: “Quer que eu te conte um segredo?”
Ela: “Sim, por favor!”
    Então eu lhe falei: “Você será adulta um dia, mas não deseje que esse dia chegue logo. Aproveite ao máximo enquanto ainda é criança; brinque e se divirta bastante, pois um dia terás saudades desses momentos, mas você não poderá voltar a ser criança e revivê-los.
    E finalmente ela me respondeu: “Sim, irei fazer isto; não deixarei nenhum momentinho passar em vão.”
Logo em seguida ela se despediu de mim, dizendo: “Tchau, até depois.”
    E assim a menininha foi com sua mãe para casa, com um sorriso enorme no rosto. E foi ali que vi como a vida passa num sopro, e a gente nem vê... Temos que aproveitar ao máximo a nossa vida, porque só vivemos uma vez. Ela é passageira e nunca sabemos quando irá acabar.

- EMILY LETICIA

domingo, 26 de agosto de 2018

REFLEXÃO SOBRE DESABAFO DE CACAU-EX BBB - Lindonete Câmara


REFLEXÃO SOBRE DESABAFO DE CACAU-EX BBB

Lendo, relendo e ouvindo o relato da mesma, repensei no quanto a sociedade é
injusta, julgadora, cruel em todos os aspectos e principalmente quando se trata de
padrões de beleza e estética feminina. Com valores deturpados e incoerentes com o real
sentido de vida, a classe dominante e artificial cobra aparências superficiais que
desvalorizam e entristecem, causando sofrimento mental desnecessário à população em
foco. Em meio a essa cobrança desenfreada, toda pessoa tem sua singular história de
vida e sem muitos questionamentos, na maioria das vezes, se vê interiorizando
paradigmas alheios como se fossem os mais corretos, lhes causando imensa dor. Dor
que traz consequências irreparáveis ou demoradas para a cura da alma, do corpo e de
tudo que o sufoca, com ou sem palavras. Não se aprofundando nesse viés que é tão
extenso e intenso, quero parabenizá-la pela coragem de se despir de todas as formas,
principalmente por ter tirado as vestes da alma diante à plateia da vida. Por ter mostrado
quem realmente é, o seu verdadeiro corpo, sem as máscaras que o mundo hipócrita
exige, levando em consideração que é uma pessoa pública, onde a exigência da mídia é
exacerbada e piora ainda mais os conflitos interiores.

Reforçando o relato e toda verbalização exteriorizada, vejo esse assunto bem
sério, vai além da visão externa, requer cuidado e orientação, já que este pode
problematizar e acompanhar a pessoa para o resto da vida, caso não busque tratamento
ou alguma fonte de ajuda. A pessoa estando centrada em si, sabendo de fato quem é,
não cairá nessa armadilha apregoada pelos ditadores e manipuladores da perfeição
corporal e nem cobrará dos filhos (as), pois saberá o quanto é prejudicial e adoecedor.
Cláudia refere que teve bulimia ainda quando criança, isso não é brincadeira, a
bulimia é um transtorno alimentar grave, marcado por compulsão, seguido de métodos
para evitar o ganho de peso que prejudica o desenvolvimento de si na forma de enxergar
a vida e tudo ao redor, baixando a autoestima, além do aparecimento de inúmeros
sintomas fisiológicos. As atitudes demonstradas terão uma grande representatividade
social e encorajarão pessoas a se livrarem também, a partir do próprio exemplo. Não é
fácil, é uma doença de difícil recuperação, é preciso persistência, pois o tratamento é
complexo e abrange outros profissionais, dependendo do caso.

Espero que a solicitação de Cláudia em relação ao AMOR próprio seja de fato
alcançada, já que tudo começa e termina por aí. Quando o indivíduo se ama, tudo muda,
tudo melhora, tudo ganha forma. A conversa com o corpo é importante para que seja
realmente aceito, este não é desmembrado da mente e do espírito, somos o todo, um ser
biopsicossocial que merece completa atenção.

Para as pessoas que estejam passando por essa situação, busquem a si, amem-se
cada vez mais, adentrem na própria alma, não se contentem apenas com a aparência,
resgatem valores saudáveis que trazem bem-estar, sejam empáticos consigo mesmos,
desmistifiquem esses valores em favor próprio e cuidem dos sentimentos ruins. Cada
um é dono de si, responsável pelo próprio corpo, pelas atitudes, pelas escolhas, não
deixem que outros tomem decisões por você ou lhes digam o que deves fazer, que roupa
deves vestir e tantas outras coisas cotidianas. Precisamos lidar com essa exigência
medíocre de beleza, dizendo NÃO, buscando nossa flexibilidade na simplicidade da
vida. Se cuidar é natural e necessário, anormal é servir à escravidão que enquadra,
rotula, inibe e adoece. Devemos nos unir em direção à libertação de poderes rígidos,
distorcidos e ainda patriarcais e combatermos toda forma de insensibilidade humana,
sejam quais forem. Que toda lágrima aprisionada venha à tona, na missão de ser
transformada para ser o que quiser, independentemente do que falem ou respirem. Na
verdade, a fala e o posicionamento do outro é apenas dele, algo com ele mesmo, então,
que haja liberdade em toda forma de pensar, sentir e viver.

Cuidemos de nós!


Lindonete Câmara (Psicóloga e Assistente Social)
    26/08/18


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Sincretismo humano - Maria Goretti Borges

Mateus Régis


Sincretismo humano

Homens, mulheres, humanos, unos. Na conformatação da história de vida humana, os fios se cruzam e tecem histórias, ora tão distintas e ora tão semelhantes! Luiz Leocádio, estudou, conviveu num grupo familiar com valores, normas e projetos para o futuro; Matheus Régis, de certo, não teve sua história breve, construída com fios coloridos. Nós avaliamos o desenrolar dessas tantas construções nos colocando como analistas das situações que se apresentam. Via de regra profere-se frases como, por exemplo: cada um cuide do seu, eu estou fazendo a minha parte, garanto a formação e o futuro dos meus, as situações lá de fora não me dizem respeito. Posso faltar na Escola, no posto de saúde, votar pensando no meu projeto de vida, subir meu muro, etc. Nos tempos passados essas realidades humanas se cruzavam, porém, com funções predeterminadas: Cada um no seu lugar e com suas atribuições. Hoje, a realidade que se apresenta é outra, os encontros longe de serem harmoniosos, são um confronto.
            Na teia da vida, no espaço terra, não existe um lado e o outro. Somos um só lado, cuidemos todos de nós! Para que encontros, infelizes, com o de Luiz e Matheus não aconteçam. Um fim igual para pessoas tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes, socialmente falando.




segunda-feira, 20 de agosto de 2018

POEMAS SOBRE BOLSONARO - VERSOS CONTRA E A FAVOR


CORDEL SOBRE BOLSONARO
Com uma pergunta que ouvi
Aos bolsominions eu surro;
indagação cabulosa,
Mais poderosa que um murro:
“Se à escola militar
Ninguém pode superar,
Por que Bolsonaro é burro?”
Muitos querem que ele tenha
Prerrogativas de rei
“É o mito”, gritam eles,
Mas me decepcionei
Suas falhas são gritantes;
A perguntas importantes
Sempre responde: “Não sei”
Nada entende de saúde
Só fala em privatizar
Mesmo após tantos mandatos
Na esfera parlamentar
É mestre em homofobia
Mas zero em Economia
A mim não vai enganar.
Para ele a solução
É andar todo mundo armado;
Quer ver os bandidos mortos,
Mas bandido pé-rapado;
Pois, sem muita sutileza,
Vez por outra faz defesa
De bandido engravatado.
Diz que defende a família,
Mas três vezes já casou;
Que não recebe propina,
Porém cem mil embolsou
A principio, muito austero
Disse a quem o deu “Não quero”
Mas seu partido lavou.
Gosta de falar em Deus,
mas usa seu nome em vão,
à semelhança de Cunha
a quem já estendeu a mão;
Da Bíblia não segue nada
é só conversa fiada
Pra enganar a nação.
E por falar em partido,
Até mesmo um cego vê
Que é grande a disparidade
Entre o que faz e o que crê
Este corrupto enrustido
Que era do mesmo partido
de Maluf, do PP!
Bolsonaro hoje é riquíssimo
E merece toda crítica,
Pois se apresenta ao povão
Feito uma entidade mítica,
Do Brasil, o salvador;
Porém é um enganador,
Rico graças à política.
Se alguém de mim discordar
Pode se opor à vontade.
Espero que seja em versos
Ou prosa de qualidade.
Mas a insultos dispenso;
Apenas digo o que penso,
Não sou dono da verdade.

Autor: Pato Ativo do Inharé

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     Ubirajara ao lado de seu ídolo

EM DEFESA DE BOLSONARO 

Cumprimento a todos com palavras do Iluminismo:
Igualdade, Liberdade e Fraternidade!
E digo com toda Sinceridade: “Abomino o Comunismo!”

Com a devida vênia, discordo do Amigo Pato!
Porque o que ele diz é fake, mas, o que digo é fato!
Bolsonaro Presidente, esse eu defendo de graça; 
não precisa mortadela, nem dinheiro e nem cachaça.
Lave a boca para falar do amigo Bolsonaro!
Homem honrado que vale ouro, seu caráter é muito raro!
Militar Paraquedista, de família e Cristão;
Seus filhos foram educados e não tem comparação, 
com os filhos do ex-presidente, que são discípulos de ladrão,
alguns até processados, acusados de corrupção! 
Bolsonaro trata estuprador com a química castração;
Expulsa os invasores à bala, e não tem conversação, 
O MST que se cuide, tem muita vaga na prisão!
Bolsonaro odeia o aborto, mas, bandido bom ...é bandido morto!
Nunca compare o bom Capitão, com o maior bandido da nação!
Pois nem o STF aparelhado, conseguiu livrar o safado.
Não foi pelo Sítio de Atibaia, Triplex , nem maracutaia;
O pior foi a traição: se vendeu para Fidel e sucateou a nação;
Fez do Congresso um bordel; financiou invasão; desviou e assassinou;
Não lhe falta acusação, e mesmo enjaulado, vem falar de eleição!
O prisioneiro candidato, tem a moral de um rato, 
e quem defende esse bandido, é conivente de fato!
Faliu os Correios e arrombou a Petrobrás, 
Fez o Diabo na Caixa, BNDES e Eletrobrás. 
Saqueou até o Palácio, esse discípulo de Satanás!
Não perguntaram a Doida Terrorista, nem ao Sindicalista Ladrão:
Se alguém era economista ou se tinha profissão.
Agora, exigências mil, para o Nobre Capitão.
Já dizia Maquiavel, sobre a tal corrupção:
Se resistir ao circo, não resistirá ao pão!
Festas e Bolsa Família, eis a boa explicação;
Pois gado no curral exige sempre ração!
Presidentes do Partidão, Tesoureiros e líderes do Congresso;
Como ratos de bueiros viraram prisioneiros, na história de sucesso,
Para os jornais da humanidade essa esquerda apareceu,
Políticos atrás das grades, mas quem não presta sou eu.
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VERSOS AMIGÁVEIS A UM DEFENSOR DE BOLSONARO

Caro amigo militante
Essencialmente um alfeu
Certamente eu não comungo
Com este pensamento seu
Sobre um messias fajuto
Que na política ascendeu

Mas você já mudou tanto...!
Mudou você, mudei eu
Você já votou em Lula,
No bispo Macedo creu
Serviu de cunha pra Cunha,
A bandeira dele ergueu

Hoje pensa diferente,
Decerto amadureceu
E hoje aplaude um “patriota”...
Na verdade um fariseu
Um cristão de mentirinha
Que jamais se converteu.

Que durante tantos anos
Com Maluf conviveu
Que só ataca bandido
Analfabeto e plebeu
Um defensor da família
Que aos votos sacros rompeu

Que por três vezes casou
E diz que a muitas comeu.
Que aos ministros do supremo
Jamais críticas teceu
E à PEC55
Seu total apoio deu

À PEC dois quatro um
Teu heroi não rebateu
Um grupo de bolsomitos
Não gostou, se enfureceu
Só dois projetos aprovou
dos muitos que concebeu!

O seu passado o condena
Pois propinas recebeu
- A princípio rejeitou
Ao partido devolveu
Porém aos duzentos mil
Lavadinhos recolheu

E o caso de Walderice,
Que tanto açaí vendeu?
Que dizer do patrimônio
Que tanto e tanto cresceu?
Por que não sabe de nada
Se tanta coisa aprendeu

... Na escola militar,
Tão facilmente esqueceu?
Com a banda podre política
Várias vezes se envolveu
Do apoio dado a Aécio
Será que se arrependeu?

E no escândalo do Helicoca
Por que não se intrometeu?
Você é inteligente
Veja no que se meteu
Peço para ponderar
Se Bolsonaro ganhar
Não será com voto meu.


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Não existe chave de fenda, 
pra apertar arruela 
pois quando tá espanada, 
num tem mais jeito pra ela 
quando a cabeça lhe gasta,
melhor é livrar-se dela
pois num tem mais serventia,
igual a de um Mortadela.

domingo, 12 de agosto de 2018

AQUELAS IDEIAS... - Cecília Nascimento


A semana inteira Ela se fez morada de ideias; elas vêm de todos os lugares, quer planos, quer incertos. As mais instáveis rompem seus espaços inconscientes e fervilham toda noite, quando o barulho do relógio não a deixa esquecer que a existência é essa obrigação palpável da qual não se consegue evadir sem algum ópio... Logo Ela, que a nada provou... Logo Ela se vê lucidamente habitável por certas ideias inconvenientes que persistem em visitá-la tão logo os ponteiros do relógio conquistam atenção no seu soturno silêncio do seu lar... Lá onde tudo anda sempre em ordem, menos o essencial...
E por fazer-se morada de ideias impertinentes, algo nela a impele para a solidão dos raros espaços de sua pequena cidade em busca de desaguar, visto ser Ela própria algo como uma espécie de represa pseudo contida; um mar d'água até bonito de se ver por fora, mal transparecendo o assombro das forças que ali dentro contrastam, os impulsos que aquelas ideias alimentam, os freios que o super ego impõem em meio a sorrisos sociais destinados a dissuadir seu próprio inconsciente da consciência dessa odisseia emocional.
E nessa busca por lugares ermos, ora no Alto, ora no Parque, Ela dribla os transeuntes com suas necessidades de interação e por mais que não encontre vazios adequados à solidão, sua distração dá conta da necessidade e o cenário que for lhe convida a divagar. Dali, cada ideia se liberta, abandona aquela morada apertada e vai se encontrar no ouvido de alguém, numa mensagem de celular, na legenda de uma foto, na declaração prontamente arrependida, no desabafo apressado, numa sala de aula, quando o poema analisado dá conta da sua inquietação, na conversa com um amigo, no clamor de uma oração e, algumas vezes, numa crônica, como esta que está se escrevendo sozinha, enquanto Ela se esconde dos sorrisos felizes que infestam de selfies as redes sociais neste domingo dos pais.
Não foi desta vez que essa represa rompeu. No entanto, que se rompam certos silêncios para que Ela encontre, ainda que em meio ao tumulto dos lugares ou ao assédio noturno do relógio, a serenidade de quem sabe ser intensa sem se afogar... Cecília Nascimento 12/08/2018

No alto... Pra baixo...