terça-feira, 14 de abril de 2015

A MORTE (GALOPE À BEIRA-MAR)

O POETA TEM QUE FALAR DE TUDO, ASSIM RESOLVEMOS FALAR DE MORTE ( GALOPE A BEIRA-MAR)

LUCÉLIA SANTOS (PATÚ-RN) x JONH MORAIS ( ACOPIARA- CE/JOÃO PESSOA-PB )
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Tem coisas na vida que eu não sei fingir
Tipo a dor que sente quem perde um alguém
Que eu sou tão sensível que choro também
E as dores dos outros consigo sentir
Quem é desumano não pode medir
A dor de uma mãe que ficou a chorar
A morte é cruel e só vem pra levar
Quem tanto na vida tinha o que viver
Mas quem mata um dia também vai morrer
Nos dez de galope da beira do mar.

Lucélia Santos

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Eu noto que é bem difícil dizer
Palavras sensatas na luz desse assunto
Lembrando do choro por quem é defunto
E das duras formas que fazem morrer
Mil vidas ceifadas eu vi perecer
Findadas no fogo do incêndio a queimar
E a morte cruel rondando a espreitar
A vida com planos que são consumados
Eu lembro a família de muitos finados
Que perdem suas vidas por dentro do mar!

Jonh Morais😎
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Já vi muitos corpos serem sepultados
Deixando parentes e amigos em prantos
Não lembro o total porém sei foram tantos
Que de suas casas foram retirados
Por vícios cruéis com destinos traçados
Pela violência que vem pra matar
Por drogas por armas em qualquer lugar
As vidas se vão sem ter grande importância
E a morte percorre uma grande distância
Deixando o seu rastro na beira do mar.

Lucélia Santos

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A morte circunda meus atos com ânsia,
Tentado fazer minha vida sumir,
Sem dúvida um dia, nos iremos se unir
Mas pesso que Deus alargue a distância,
Que assim me proteja de cada uma instância
Que o pútrido abutre vier me buscar,
Existem projetos que quero lavrar
E ainda preciso viver muitos anos
Pra assim consumar sem haver desenganos
Nos dez de galope na beira do mar!

Jonh Morais😎
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Algum dia a morte irá contra os meus planos
Porém não pretendo ir embora com ela
Prefiro ficar nessa vida que é bela
Vivendo os meus dias difíceis insanos
No bingo da vida ganharei mais anos
Pra todos meus sonhos poder realizar
Por mais que ela insista eu não vou me entregar
Que todo poeta se torna imortal
E eu quero viver sempre no auto-astral
Cantando meus versos na beira do mar.

Lucélia Santos
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As vestes escuras, na mão tão fatal
A foice cortante sedenta por vidas,
As marcas nos olhos das almas perdidas,
O frio que carrega seu ódio e o seu mal,
A sua recompensa é ver no funeral
Lamentos e choro, tristeza e penar,
0 pranto que desce de um olho a chorar
E a dor sufocante de quem perde um ente,
Que fica na face de cada parente
Nos dez de galope da beira do mar!

Jonh Morais😎
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Conheço essa dor bem detalhadamente
Que grita no peito com voz de saudade
A morte levou minha felicidade
E eu fiquei sozinha assim bem de repente
Meu peito choroso hoje vive carente
Tentando esquecer quem não pode ficar
A morte é severa e não manda avisar
Não tem dia e hora e nem lugar marcado
Mas quando ela chega dá logo o recado
Nos dez de galope da beira do mar.

Lucélia Santos
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O meu coração também vive abafado
Tirando os escombros que a morte deixou
Meu pai para sempre com ela viajou
Eu sinto meu peito ficar apertado,
Foi duro perder mas ficou bem gravado,
Que tudo no mundo um dia vai se findar
As vezes pergunto quem pode matar
A morte, pra ver se a tristeza suprime
Pois quem mata a morte não é preso por crime
Nos dez de galope da beira do mar*

Jonh Morais😎
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FIM***
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