quarta-feira, 2 de novembro de 2011

MUDANÇA NOS 3 PODERES - Gilberto Cardoso dos Santos




Os 3 poderes estão corrompidos
vê-se mil falhas no judiciário
reformulá-lo faz-se necessário
pra que o país não seja destruído
O juizado foi constituído
para fazer justiça ao cidadão
Mas o que vemos é acepção
e o clamor do pobre injustiçado
Que tal poder seja reformulado
e que se cumpra a Constituição!


Judiciário não judicioso
legislativo que legisla mal
que tem como seu alvo principal
satisfazer a quem é poderoso
O Executivo mostra-se moroso
Há insegurança e crise hospitalar
Não se vê preso quem vive a roubar
em grande escala toda a nação
é necessária uma transformação
os 3 poderes precisam mudar.

Os 3 poderes estão corrompidos
porque o povo os deixa à deriva
botam na Câmara Legislativa
a candidatos não comprometidos
e os muitos erros que são cometidos
geram somente tímidos protestos
faz-se piadas, poucos manifestos
mas nada muda no pátrio poder
e a nação prossegue a eleger
maus candidatos, vis e desonestos.


Se é do povo que vem o poder
ao próprio povo cabe retomá-lo
e com critério de novo outorgá-lo
a quem de fato bem o merecer
se enfatiza muito o dever
mas o direito é negligenciado
somente o rico é beneficiado
e assim impera a corrupção
é necessário reformulação
no poderio que tem o Estado!


(Gilberto Cardoso dos Santos)

Caro poeta Nailson, escrevi a primeira estrofe e fui buscar minha menina. No caminho veio à ideia escrever a segunda estrofe que vc vê acima. Seu comentário, visto posteriormente, procede. Obg pelas observações.

9 comentários:

  1. Caro Gilberto, o poder Legislativo é, querendo ou não, o mais importante dos 3 poderes. Quem faz as leis? Quem regulamenta as leis? O excessivo número de recursos, que tanto atrasa as decisões/acórdãos, quem os criou? O poder Judiciário (os magistrados/colegiados)apenas CUMPRE O QUE FORA COLOCADO NOS COMPÊNDIOS/CÓDIGOS E AS APLICA. Há, sim, as variadas interpretações dadas às leis. É por isso que os bons advogados ganham rios de dinheiro, por suas perspicácias etc, brechas e tais. Sabemos disso. Há, também, as variadas interpretações dos magistrados num mesmo caso. Enfim, melhoremos nossas leis, tornemo-las mais rígidas e claras. Todo poder emana do povo. Melhoremos o povo, escolhamos melhor nossos representantes para as casas legislativas que, acredito, você mudará de opinião. Enquanto poesia seu texto é inquestionavelmente belo, afinal você é verdadeiramente talentoso. Enquanto conteúdo, não concordo! Um forte abraço a um grande mestre!

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  2. CONCORDO COM GILBERTO COM TODO RESPEITO A NAILSON. A JUSTIÇA É UMA PLENA INJUSTIÇA!

    JOÃO

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  3. A justiça é muito falha e só acolhe os ricos...pobre nunca tem vez,é humilhado e deixado para trás nos processos.
    Sua charge e poesia são verdadeiras,mestre Gilberto!

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  4. Amigo Gilberto, na verdade o meu comentário se dá em função do segundo verso da primeira estrofe. Agora sim, com o acréscimo das outras estrofes, retiro, em parte, o meu comentário. Valeu!

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  5. Mestre Nailson, fiz mais alguma alteração. Obg, mais uma vez, pela crítica construtiva.

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  6. De Fato a incoerÊncia no Trato com tão importante função remete uma revolta aos "cidadãos" que esperam deles um retorno. A terceira estrofe do verso em questão revelam a marca principal daquilo que a delimitação dos três poderes deveria abolir! O ABSOLUTISMO. O Barão Charles de Montesquieu, quando criou a obra "O ESPIRITO DAS LEIS" visava reformular a instituição estatal de modo a descontruir os corporativismos e desmandos do regime Monárquico que lhe era opressor. Sua intenção era equilibrar a relação entre eles afim de manter uma hamonia que legasse bem-estar ao povo e ao estado. Sua obra é base para a criação do Judiciário, Legislativo e Executivo.
    "Se é do Povo que vem o poder,
    ao povo cabe retomá-lo..."
    Amigos professores, a questão brasileira é que diferente da cultura nacional francesa, que foi capaz de Eclodir uma Revolução, decapitando a cabeça de um Rei que tinha traços autoritários, o Tupiniquim não se interessa pelas questões politicas de sua nação. Gostam da politicagem! Como diria um Mestre da academia que me instrui " o Brasil não tem povo, pois o povo mobiliza-se, questiona. reclama em função do bem comum. o Brasil de público: que senta e assiste!
    abs
    André Soares

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  7. Bela poesia ,Gil .Foi o texto de Marcelo que te inspirou????? rsrsrs
    Parabens amigo !!!

    Sem estar a querer ocupar-me da justiça de um país que não é o meu ..... Quereria simplesmente dizer que sou 100% de acordo com André SOARES .

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  8. É verdade,o Brasil não tem povo e sim, pessoas que só sabem dizer SIM SINHÔ!

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  9. Infelizmente a verdade só pode ser vista por um prisma a e visão que podemos ter sempre é parcial.

    Em tudo que acima se escreveu há parcelas de verdade e dentre elas somente uma verdade plena: a justa indignação de todos contra os desmandos de canalhas que se prevalecem das parcelas de poder, de que estão momentaneamente investidos, para cometerem os maiores assaques às instituiçoes que integram e por cujo bem e respeitabilidade têm o dever de zelar, pois elas existem para o bem de todos e não só de minoria esperta e experta nessa prática, mas são utilizadas por alguns escroques que nelas conseguiram se aninhar, como plantas daninhas, e realizar, em benefício próprio, de seus apaniguados e dos que lhes patrocinaram o acesso ao poder, todo o tipo de negociata.

    Esses escroques valem-se da obscuridade proporcionada pelos meandros do poder onde estão instalados, longes das luzes da sociedade sob cujo controle sempre deveriam permanecer essas instituições, para praticar as mais inimagináveis falcatruas em benefício próprio, de familiares ou daqueles que lhes ajudaram a galgar as posições que ocupam, em detrimento da sociedade que paga a conta e que deveria ser a única destinatária dos benefícios que essas instituições podem e devem propiciar a todos.

    A maior falcatrua que vem sendo por eles pratricada é o desenvolvimento de instrumentos legais que impedem o acesso da maioria da população - que por sinal paga o prejuízo - a informações concretas da existência desses crimes e lhes retiram de todas as formas possíveis qualquer meio eficiente de reagir para identificar os criminosos, baní-los definitivamente do poder e expropriá-los dos valores de que desonestamente se apropriam.

    José Mário Marques

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