APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 27 de maio de 2018

A Leneide Farias, uma singela homenagem - Gilberto Cardoso dos Santos



A Leneide Farias, uma singela homenagem

A notícia me veio de longe, dos Estados Unidos. De Lenexa, alguém comunicou: “Gilberto, Leneide faleceu.”  A notícia psicologicamente me afetou de imediato; tinha o gelo cortante dos antigos telegramas, apesar dos esforços de Erílio para torná-la mais palatável. Depois disso, Marileide e outros buscaram entrar em contato comigo para fazer o triste comunicado.
Disse-me Eliel que foi um dos maiores enterros da história de Cuité.
Isso, porém não me causou qualquer surpresa, pois era de se esperar. De tanto bem semeado, não se poderia esperar inferior colheita.
Leneide mexia com vidas e da melhor maneira. Atuou no campo educacional e na saúde de modo inequivocamente brilhante.
Tive o privilégio e o prazer de ser seu aluno no Colégio Estadual. Jamais vi qualquer coisa que desabonasse sua carreira como docente. Pelo contrário: manifestava ter profunda química com a matéria que ensinava e a transmitia com entusiasmo. Invariavelmente doce no exercício da docência, entrava na classe disposta a dar o melhor de si. Algumas coisas que retenho de Química, devo-as a ela.
A partir do tempo em que com ela estudei, tornamo-nos amigos próximos. Aliás, proximidade era o que não nos faltava, pois morávamos em ruas que se interligavam. Também tinha proximidade e convívio com seu pai, Déu, com quem algumas vezes fui ao sítio, na ladeira do Olho Dágua. Como era agradável, enquanto colhíamos algo, provar do fruto do conhecimento de quem tanto contribuiria para o afloramento de meu amor à poesia!!
Leneide incentivou-me na carreira poética, pois sempre estimulava-me a continuar escrevendo e compondo. Via ela naquele jovem desvalido da beira da lagoa um potencial que nem todos conseguiam enxergar. Mais que simpática, Leneide transbordava  empatia. Vez por outra, ao voltar de Campina Grande, presenteava-me com algum alimento orgânico, substitutivo da carne, pois sabia de meu interesse pelo vegetarianismo.
Em minha formação muito devo a ela, não apenas por ter sido minha professora, mas por ter dado todo e incentivo e apoio quando fiz o vestibular. Não fosse ela, por exemplo, eu teria perdido o prazo de inscrição na UFRN!
Além de aluno, vizinho e amigo de Leneide, fui seu irmão de fé. Frequentamos por um bom tempo a Igreja Adventista. Com o tempo a abandonamos - ela bem antes que eu. Sair ou entrar na igreja não a piorou nem a melhorou, pois Leneide sempre fora a mesma. Havia nela uma ânsia por ser ética em tudo quanto fazia. Antes do batismo nas águas, já o fora no espírito, onde os verdadeiros batismos acontecem.
Era uma mulher do bem, mais preocupada com a felicidade alheia que com a própria.  Falava-me dos exames de endoscopia que tanto a desagradavam, mas isso não empanava seu sorriso, firme como uma flor em eterno desabrochar.
Eu e milhares de outros cuiteenses certamente muito nos surpreendemos ao saber de seu precoce fim. Entendemos, porém, que ela foi em paz ao último descanso, pela consciência de todo bem que fez. Perfeita em suas limitações, ela deu o melhor de si e fez um trabalho completo.
As raízes dessa saudade tão firmemente encravadas nos corações dos parentes, estendem seus tentáculos sob nós. Ao dizer “nós”, não nos parece fácil mensurar o alcance de sua (e)terna influência.  Desde sua morte, a voz de Minervina tem sido ouvida reiteradas vezes nos Estados Unidos por alguém cujos olhos têm se mantido úmidos. E o que tanto o comove são os versos feitos por Déu, seu pai, quando Leneide, chegou aos quinze anos:

“Leneide hoje completa
quinze anos de idade
Recebas de seu papai
parabéns felicidade
Esta data tão feliz
 jamais será esquecida
O dia em que nasceu
a minha filha querida

No dia em que nasceste
senti tão grande alegria
o meu coração pulsava
a minha alma sorria
ao lado da mãe querida
naquele humilde bercinho
eu sempre te contemplava
e te fazia carinho.

Não tenho prêmios nem joias
Que possa te oferecer
Somente estes versinhos
Te dedico com prazer
Receba, filha querida
Como tão simples presente
Já que tu és para mim
Uma filha obediente.

Como és estudiosa,
caprichosa e dedicada,
tens um futuro brilhante
sendo bem recompensada
a estrela do futuro
teus caminhos ilumina
com a paz, a perseverança
e a proteção divina.

Deus sempre está junto a ti
Sempre, sempre te ouvindo
Os anjos de lá do céu
Sempre te olham sorrindo
Almejo felicidades
para ti, filha querida,
Que serás minha esperança
No final da minha vida.”


 Estes versos, como disse alguém, têm uma doce singeleza, penetram os recônditos da alma. Todavia, não foram os melhores versos de seu pai. Leneide, certamente, foi o melhor poema que ele nos deixou.
Que Zé Pereira (a quem tanto admiro), seus irmãos, os talentosos filhos (Emile e Caio) e demais familiares consolem-se com o fato de que ela permanece viva nos pensamentos e corações da coletividade; pois isto é bem mais importante que emprestar seu nome a ruas ou instituições – algo também perfeitamente pertinente e profundamente desejável!
Com absoluta certeza, e no que de nós depender, Leneide perdurará na memória do cuiteense.

Gilberto Cardoso dos Santos
Filho de Cuité.
Membro da ANLiC (Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel) e Fundador da Associação de Poetas e Escritores de Santa Cruz
Santa Cruz, 26.05.2018









terça-feira, 15 de maio de 2018

Apresentação poética de "Crônicas da Casa de Maria Gorda"





INTRODUÇÃO VERSEJADA (Gilberto Cardoso dos Santos)

No nosso rico passado Rosemilton garimpou E o que foi depurado Nesta obra entesourou São cenas poetizadas Crônicas bem costuradas Com a seda da inspiração Resgatando os personagens E as antigas paisagens Dignas de recordação. Nesta obra excelente, Cores cheiros e sabores Emergem do inconsciente Em textos encantadores. Mergulharemos aqui nas águas de um Trairi Que cruza a imaginação. Cada página, uma camada De cebola descascada Que tempera a emoção.

Ficção e realidade Se misturam belamente É a história da cidade Posta em conversa envolvente Maria Gorda abre a porta Do passado e nos transporta Para o que de bom havia Tocado, o leitor nos diz: Ah, como eu era feliz No entanto não sabia!”

Gente simples, nesta obra
ganha notoriedade
Há sentimento de sobra
ternura e simplicidade
em linguagem popular
Pôde o autor captar
A essência de um passado
que ao presente emoldura
digno da Literatura
pois deixa um grande legado.





Introdução versejada II (Hélio Crisanto)

Quanta beleza que emana Desta casa tão singela Personagens ganham vida Em cada beco e viela Vida de gente simplória Remoendo cada estória Guardada em página amarela Cada lembrança contida Arde na alma da gente Terezas, Lourdes, Marias Carnavais de antigamente Dos saudosos foliões Seus lendários casarões Resta saudade somente Casa de mil fantasias Onde reina o teu sobrado Decantada com destreza Por um filho apaixonado Que tão bem a descreveu Onde o tempo não morreu Na languidez do passado Casa que guarda segredos Dos rumores da cidade Presa na caixa do tempo Nas paredes da saudade Repleta de sentimentos Eternizando os momentos No sol da simplicidade


domingo, 13 de maio de 2018

PREFÁCIO DO LIVRO "Crônicas da Casa de Maria Gorda"



E eis que, hoje, me deparo com um áudio, via Whatsapp, do mestre Rosemilton Silva me intimando pra escrever “um bocado de linha” sobre o seu livro, Crônicas da Casa de Maria Gorda. Aí pensei, ‘Nossa Senhora!!! Quanta honra!!!  Quem sou eu pra escrever esse bocado de linha sobre as crônicas literárias de um mestre da palavra escrita?’.  Eu já o conhecia desde 1976, quando fui seu aluno de língua francesa, no Ginásio Comercial, mesmo sendo ele um professor interino, em substituição ao Mons. Raimundo Gomes Barbosa, que fora a uma excursão ao Chile e confiara seus pupilos a esse poliglota, mestre do jornalismo brasileiro. E tive a felicidade de reencontrá-lo, quatro décadas mais tarde, no Facebook, ele e aquela sábia irreverência intelectual. E sua crônica, publicada nessa rede social, à primeira vista, me deu um susto, semelhante, talvez, ao espanto que os leitores e, sobretudo, a crítica literária carioca e brasileira tiveram quando Machado de Assis publicou Memórias Póstumas de Brás Cubas, romance que revolucionaria a técnica narrativa, ao criar um defunto-autor, personagem-narrador em 1ª pessoa e onisciente de seu universo. Li e reli essa e todas as outras crônicas que o Mestre Rosemilton publicou nas manhãs de sábado, no facebook, e me deliciei com a sustentável leveza de suas linhas, justamente por seu autor não ter a preocupação com a estética literária de seu texto, bem como de não se apegar aos arroubos ditatoriais da gramática normativa, nem de temer as imposições dos elementos narrativos, quando das diretas e indiretas de seus discursos, dos rótulos psicológicos de seus personagens, do ordenamento linear de seu tempo e de seu enredo. Enfim, me deparei com um escritor de boa consigo mesmo, desprovido de imposições acadêmicas e dos preconceitos vários, sociais, psicológicos, linguísticos  literários e etc. Li um Rosemilton cheio de onda, a construir, em cada crônica, um túnel entre os seus tempos, presente e pretérito, para fotografar Santa Cruz, seu povo e sua história, um túnel capaz de levá-lo a encontrar-se de novo com os seus conterrâneos-personagens nos templos de suas aventuras juvenis, encontrar-se com sua grande amiga, confidente, conselheira e guru, Maria Gorda, protagonista-coadjuvante de suas linhas e ‘Cumade’ de suas prosas, mulher inteligente, forte, educada, solidária, mansa, geradora de emprego e renda e empreendedora da mais famosa Casa das Noites, das Bebidas e das Comidas Típicas dos Famintos Jovens Iniciantes de Santa Cruz. Maria Gorda, diferentemente de Brás Cubas, não é defunta-personagem, apesar de falecida há mais de 30 anos, pelo contrário, é personagem-viva a confabular as acontecências sócio-político-econômicas do dia a dia de sua cidade com o seu ‘cumpade’, de quem tem a certeza do respeito e da admiração recíprocos. Nas Crônicas da Casa de Maria Gorda, Rosemilton está à vontade, sentado à direita de sua irretocável memória, e à esquerda de sua inesquecível ‘cumade’, a costurar, com a maestria de sua linguagem simples, matuta, mágica e poética, cada ponto do elo de seus tempos para neles transitar, pra lá e pra cá, pra cá e pra lá, como se único fosse, e fazer brotar, além-memória, o mormaço da Rua do Vapor, os esportistas da Frei Miguelinho, o arrepio do Beco das Almas, os bate-papos dos jovens sonhadores sentados às mesas redondas do Bar do Ponto, as quadras de areia da Praça Cel. Ezequiel Mergelino, o ruído do apito da usina de algodão, os bailes dos carnavais da Prefeitura e as fantasias coloridas do Trairy Club, o azul e encarnado do Pastoril, o encarnado, azul e branco do Boi de Rei do mestre Antônio da Ladeira, a Noite dos Agricultores na Festa de Santa Rita de Cássia, com o seu aguardado leilão na voz, que ainda hoje ecoa, de Mané da Viúva. É claro que as Crônicas da Casa de Maria Gorda não têm um guarda-roupas encantado, como aquele de As Crônicas de Nárnia, que transporta personagens e leitores para um mundo de criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal, muito menos têm o sentimento negativo, irônico-satírico de Brás Cubas, no revolucionário romance de Machado de Assis, mas têm a Marinete, o ônibus  ou “a sopa” de Severino Colete a fazer a linha ida e volta Santa Cruz-Natal, a paciência fria  de Borrego, a ressaca de Pageta, os burros de Meireles a abastecer a cidade com as água do açude Santa Rita, têm a dicção perdida de Canindé Boca de Cascudo, o  canto triste de Fogão nas cantigas d’amor a entorpecer a sua solidão ébria, os Grêmios Estudantis, o Carrossel de Manoel Bernardino, o ronco do ‘Papá” João Lucas e o seu chapéu Panamá a ocupar mais um assento no Cine Santa Rita lotado, têm a Difusora Irapuru e a paixão das moças casadeiras por seus locutores Zé Maria, Zé Iválter e Luiz de Almeida,  têm a preocupação política de Jácio Fiúza, João Bianor e outros tantos políticos locais, têm os remédios santos de Dr. Ferreirinha e do Dr. Aproniano, têm a Farmácia centenária de Sebastião, o jipe amarelo de Cabo ‘Migué’, a valentia oral dos soldados Andorinha e Pacheco, o lambe-lambe de Mané da Viúva, o mestre Antônio da Ladeira, os cavalinhos, a roda gigante e as belas páginas musicais oferecidas aos namorados enamorados nas noites festivas do Parque São Luiz, têm o assobio agudo de Gravatá e os acordes belos dos violões de Fabiano & Franklin e Zé Domingos, têm a banda de música do mestre Oscar, o cuscuz e o “quer peixe, fresco?” de Juvenal Pé de Copa, têm o Coral de Santa Rita e a batuta de D. Nanita, o ecletismo de Padre Émerson e as belezas de Terezinha Bastos, Iara Lúcia e Newman Carvalho, têm Santa Cruz e a revolução mágica de sua história. As Crônicas da Casa de Maria Gorda têm um fazer literário incomum, em que os elementos de sua narrativa tomam o atalho do diferente, do novo e do atraente. As Crônicas da Casa de Maria Gorda têm, em todas as sua páginas,  Maria Gorda, sua Casa, suas  Crônicas e a criatividade irreverente do mestre José Rosemilton Silva.

(Nailson Costa)



sexta-feira, 11 de maio de 2018

O Poder Transformador da Educação - João Maria de Medeiros


O Poder Transformador da Educação Num dia letivo reservado ao encontro com os pais dos nossos alunos, numa tarde na Escola Estadual Cosme Ferreira Marques ouvi de uma mãe um relato que nunca me esqueci. Eram umas 16 horas, e neste encontro, já se encerrando, surgiu essa mãe e pediu a mim e a Gilberto Cardoso, nossa opinião de como se encontravam seus dois filhos: um menino que devia ter uns 14 anos e uma mocinha , que deveria ter uns 15. Nós dois ainda nos encontrávamos ali, mas já quase de saída naquele momento. Os outros companheiros de trabalho já tinham se dirigido as suas residências. Ela quando ouviu de nós que seus filhos eram bons alunos e que tinham boas notas, nos disse: - "Não acredito como eles conseguem, pois estão passando por grandes dificuldades, pra não dizer “fome”. Arranjei um diabo de um macho, que acabou vendendo minhas vaquinhas. Do leite eu tirava o sustento dos meus filhos ! Tô arrasada! Meus filhos estão passando fome !" Depois daquele relato, saímos dali bem tristes. No dia seguinte fiz uma campanha em sala, com a intenção de ajudar aquela família dos nossos dois alunos, porém sem revelar os nomes deles. Todos ajudaram de alguma forma e saciamos a fome daquela família por uns dias. Na Bíblia está escrito que "Dai com a mão que a outra não veja, mas neste relato não posso esconder este fato. Dizem por aí que o mundo dá voltas, se referindo não aos caminhos da terra, mas as possibilidades de mudanças que podem ocorrer em nossas vidas. E foi o que ocorreu com esses nossos dois alunos;Apesar das dificuldades que passaram, eles estudaram, batalharam, se capacitaram e venceram. A mãe deles, hoje mora numa bela casa construída com a ajuda dos dois. O rapaz, hoje homem feito, passou em vários concursos e trabalha numa conceituada universidade pública federal e a irma, trabalha, ganha bem e tem dois empregos. Conversei com a moça esta semana e ela me disse as seguintes palavras: - "Eu e meu irmão tivemos a sorte de termos professores como vocês, que tinham o prazer de ensinar! Muito obrigada!" Vejam aí uma prova de que , apesar das adversidades da vida, podemos superá-las , dar a volta por cima e vencer. A educação tem este poder transformador da pessoa humana, tanto político-social e econômico, quanto intelectualmente. Isto deve ser valorizado o tempo todo e a escola precisa não de somente professores, mas sim de educadores na sua essência. Pelos menos, é essa a nossa opinião. João Maria de Medeiros é professor , poeta e cronista.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Pedro Marceneiro



Pedro Marceneiro


Hoje, 30.04.2018, acordei muito cedo, pois pretendia desocupar um quarto. Trabalhadores viriam às sete para fazer reformas nas paredes. A principal tarefa seria desmontar uma cama.

Ao desmontá-la, refleti sobre o quanto permanecia firme, livre de cupins e absolutamente fixa após décadas de uso. Jamais rangeu ou vacilou. 

Há vinte anos encomendei-a a um senhor evangélico muito simpático com quem muitas vezes conversava. Lembro-me de ter-lhe dito que queria uma cama de fato resistente, bem construída, de excelente madeira.

Hoje pela manhã, espantei-me com o estado dela e comecei a pensar em quem a fez, em como cumpriu à risca os meus desejos. Veio-me à mente a face risonha e sempre bem- humorada do senhor Pedro Marceneiro.

Grande parte dos que trabalham nessa profissão fazem jus à fama de enrolões; mas não era o caso de seu Pedro, que fez exatamente como combinamos, dentro do prazo estipulado. 

Este e outros trabalhos que lhe encomendei foram todos feitos com esmero, não deixaram a desejar.

Como evangélico nunca foi homem de grandes arroubos emotivos; eram-lhes constantes o bom humor sereno, o trato respeitoso para com todos, a atenção despretensiosa dirigida a crianças e adultos, a paciência e a generosidade. Conversar com seu Pedro significava vivenciar bons momentos, ver um testemunho favorável à fé cristã.

Após tão boas recordações a respeito de seu Pedro, fui ao trabalho. Lá, um pouco depois das sete, seu filho entrou no grupo da escola para dizer-nos que ele acabara de falecer.

Para mim, que nele tanto pensara ao começar o dia, foi um choque profundo.

Ponho-me, com a cama ainda desmontada, a pensar nas lembranças - todas positivas - que ele deixou em mim e em tantos outros que provaram do calor ameno e jamais invasivo de sua suave presença.

Tenho uma prova viva do hábil profissional que foi e do homem que honrava sua palavra. 

Convivendo com seus filhos, percebemos as marcas profundas que neles deixou. O exemplo de educação que lhes deu não foi em vão. Transmitiu à prole seus melhores caracteres, construiu neles estruturas que perdurarão gerações a fio, tão firmes quanto a minha cama. 


Gilberto Cardoso dos Santos


30.04.2018

Marciano Medeiros: O grande campeão do V Festival Vamos Fazer Poesia



Marciano Medeiros: O grande campeão do V Festival Vamos Fazer Poesia


O dia 28 de abril de 2018 ficou marcado na história cultural do Sertão pernambucano e especificamente na história do Festival Vamos Fazer Poesia. Não apenas pela realização do V Festival, mas, porque 58 poetas (dos 103 inscritos) se fizeram presentes e homenagearam o grande poeta Zé Adalberto do Caroço do Juá.

A abertura do Festival se deu com um show dos violeiros repentistas,  Diomedes Mariano e Raimundo Borges e os grandiosos poetas, deram um brilho especial à tarde da poesia. O festival também foi agraciado com um grandioso show de Chico Arruda e seu grupo, interpretando o saudoso poeta,  Zé Marcolino. No final do evento, o mestre de cerimonial, Júnior Duarte, anunciou os 10 melhores poetas da tarde desse sábado (28), e o título de CAMPEÃO, foi dado ao poeta Marciano Medeiros, representando a cidade de Santo Antônio-RN que participou pela primeira vez do maior FESTIVAL DE POESIAS DO MUNDO nesse formato. O poeta recebeu um cheque que lhe dará direito de publicar a sua obra poética na Desafio Art & Gráfica e Editora. Serão 500 exemplares do seu livro contendo 100 páginas.

Na ordem, os 10 poetas que foram agraciados com um troféu nos seus respectivos lugares.

1º Marciano Medeiros – Santo Antônio-RN
2º Ramon Medeiros – Patos-PB
3º Heliodoro Morais – Caicó-RN
4º Luiz Gonzaga – Limoeiro do Norte-CE
5º Bandeira Júnior – Caucaia-CE
6º Maria Farias – Santa Terezinha-PE
7º Aldecir Bessa – Limoeiro do Norte-CE
8° Plácido Amaral – Caicó-RN
9º Anne Karollyne – Campina Grande-PB
10º Nildo Soares – São José do Egito-PE

Esse ano o FESTIVAL VAMOS FAZER POESIA, premiou na categoria de declamação e três poetas foram eleitos os melhores declamadores da tarde e noite da poesia: A poetisa Anne Karolynne-Campina Grande-PB, ficou em primeiro lugar, a poetisa Nicolle de Oliveira-Ipueiras-CE, foi a segunda colocada e Renato Santos-São José do Egito-PE, ficou em terceiro lugar.