APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

VAQUEIRO: O HEROI DO SERTÃO


VAQUEIRO: O HEROI DO SERTÃO

Zé Neto


O gado muge nas capoeiras do sertão.

O vaqueiro sela seu cavalo baio,

E corta o céu como um raio.

Vestindo perneira, peitoral e gibão


Peleja o vaqueiro dentro do juremal.

Atrás de boi mandingueiro

Rolando na sela o vaqueiro

Laçando e atalhando o animal.


O vaqueiro é o herói do sertão

Com seu aboio altaneiro

O linguajar brejeiro

E o olhar triste e os calos na mão.


Um vaqueiro quando morre

Vira estrela la no céu

Toda bezerrama se comove

Urrando cedo quando nasce o sol.


O vaqueiro quando chega no céu

Vestindo a sua mortalha,

São Pedro pergunta pelo gibão

A perneira e o peitoral.

Traz logo um cavalo alado,

Selado e lhe dá um chapéu

E manda o vaqueiro aboiar o gado

Que anda solto nas capoeiras do céu.

5 comentários:

  1. Ignorem a pontuação, pois não está correta.Mas olhem a essencia do poema.
    Abraços

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  2. Valeu pelo belo texto poético, Zé Neto!

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  3. É isso ai zeneto, a poesia não tem compromisso com as verdades gramaticais, poesia é essencia

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  4. Parabéns Zé Neto pelo poema, muito bacana. E o que realmente importa no poema é a sua total essência.

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  5. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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