APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

LIVROS DIGITAIS (?)


LIVROS DIGITAIS (?)

Há pouco tempo, neste espaço, teci loas ao mundo digital que nos cerca. Continuo a pensar da mesma forma. Porém em um ponto específico “dou a mão à palmatória”: a leitura de livros. Inovação informática nenhuma substitui o prazer de folhear uma obra impressa, com sua textura, aspecto visual e cheiro. Parece que até mesmo o nível de compreensão melhora quando se lê um livro “analógico” (em comparação com um feito de bits).

Já li duas obras digitais. No entanto, quanto tempo passei! quanto cansaço! quanto desconforto visual, “postural” e mental! Há seis/sete meses, arrisquei-me a ler uma terceira (de 329 págs.), mas, pasmem!, ainda não cheguei à metade. Concomitantemente li, na íntegra, alguns livros impressos. São dois “universos” bem distintos.

Essa também é a opinião de muitos amigos; o que me leva a crer na inviabilidade mercadológica do propalado e-book (o livro digital).

Por tudo isso, apesar de não gostar de juntar coisas, sempre tenho espaço em casa para esse maravilhoso objeto com capa e contracapa. Afinal toda regra tem exceção.

Teixeirinha Alves

9 comentários:

  1. Parabéns pelo artigo.
    Sou bibliófilo assumido!
    Para mim, livro tem que ter capa e contracapa.

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  2. Endosso seu comentário, poeta!

    Obrigado pelas palavras!

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  3. Já dizia José Saramago: é bem fácil a gente chorar sobre as páginas de um livro, mas derramar lágrimas sobre um HD de um computador é quase impossivel,belo texto.

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  4. Olá meu ex-professor Teixeirinha! É um prazer poder comentar sobre seu texto. É uma grande satisfação, hoje, ser seu colega. Eu concordo contigo, com relação ao prazer de apalpar, manusear, sentir o cheiro do livro, mas devemos atentar para o fato de que nossa geração é bem distinta da que está surgindo, e, da que estar por vir. Estamos na Sociedade da Informação, os jovens adquiriram um contato muito íntimo com a tela e ela tornou-se mais atrativa do que o papel, pois esses jovens são ecléticos, frenéticos, eles leem uma página de um e-book, enquanto "fuçam" na rede do orkut, depois voltam, leem mais uma página e voltam a ver um vídeo do Youtube. A leitura no e-book permite um mergulho no universo dos hiperlinks. Para nós, pode parecer estranho, mas para a Geração Net isso é completamente normal. A leitura está deixando de ser linear, para tornar-se uma abertura de inúmeros caminhos. Eu, particularmente, ainda prefiro folhear, marcar, sentir o cheiro dos livros, mas os que estão chegando não estão tendo essa chance, talvez porque na escola não estão sendo estimulados, instigados para isso. Conta-se nos dedos escolas que dispõem de uma sala de leitura, saliento que sala de leitura não se constitue apenas de paredes e livros, mas de encanto, viagens e de, primordialmente, leitores assíduos. Um grande abraço! Visitem meu blog: www.ivanilson.com

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  5. Seu comentário, Ivanilson, tão bem fundamentado, deveria estar no lugar de meu texto.
    Muito obrigado pelas palavras e pela amizade!

    Sucesso sempre!!!

    TEIXEIRINHA

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  6. Que nada professor, somos colaboradores. Abraço! - www.ivanilson.com

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  7. Gostei desse blog até ja recomendei aos amigos.

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  8. Marcos Cavalcanti27 de maio de 2011 18:42

    Grande Teixeirinha, mais uma vez você nos traz uma boa reflexão, que juntamente com as observações de Ivanilson e outras leituras sobre o tema, nos levam às seguintes conclusões: o livro, enquanto objeto de desejo cultural e artístico, com capa, contracapa, orelha e com páginas para folhear; exalando seu odor característico, quando novo ou quando velho, não vai desaparecer facilmente do mapa e provavelmente nunca desaparecerá (lembro que até mesmo os famosos bolachões continuam sendo lançados), porque sempre haverá leitores que pelas razões já abordadas continuarão seus fiéis seguidores ou colecionadores, como no caso dos bibliófilos. Mas também, o livro digital tenderá a se expandir e nem sabemos ao certo o que o futuro nos reserva nesta matéria, pois como já adiantou Teixeirinha em texto sobre o avanço tecnológico, com seu clique mágico, não é um absurdo imaginarmos que tais e-books venham a ter atrativos como: ao lermos um trecho em que o personagem cheira uma rosa, a maquininha possa exalar esse cheiro, ou ao tempo que escuta uma sinfônica de Beethoven, ouçamos também TAN TAN TAN TAN!. Sem falarmos nos links que podem remeter ao significado de uma palavra ou ainda à demonstração figurativa e em 3D, de um relevo ou de uma paisagem, ou ainda trazer uma descrição completa de uma obra de arte, isso só para ficarmos em alguns exemplos. Também é possível que a emissão de luz seja reduzida a níveis muito menos danosos à saúde. Num e noutro caso, há benefícios, assim, não me fechando às novidades nem as "velharias", e em se tratando de leitura, consumamos um e outro sem moderação, porque a essência mesmo não está no suporte, está no poder da palavra escrita. Esta que em tintas ou em bits, nos faz sorrir ou chorar, seja em cima de um tablete digital ou das poéticas folhas de papel.

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  9. Marcos,

    Fico feliz por um simples texto como esse provocar reflexões tão ricas como as suas e as do professor Ivanilson.

    Obrigado!

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