Sertão
(Nathanaél Macédo)
Em ti se espraia o rio da fartura, Sobeja a pesca e sobrepuja a caça... Amo esse campo, essa azulada altura, E essa aragem de fogo, que perpassa.
Guardas no seio a vigorosa raça, Sertão — mixto de paz e de ventura! — Por ti deixo o prazer, o encanto, a graça De outro lugar, onde o rumor perdura...
Quanto me alegra a verde cordilheira De tuas serras, e o bailar do som Das aves, pelas frondes da mangueira
Em teus braços senti calor e vida... Sertão amigo, hospitaleiro e bom, Só te comparo à Terra Prometida!
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