sábado, 11 de julho de 2026

SERTÃO (Soneto de Nathanael Macédo)

 

Sertão  

(Nathanaél Macédo)

Em ti se espraia o rio da fartura, Sobeja a pesca e sobrepuja a caça... Amo esse campo, essa azulada altura, E essa aragem de fogo, que perpassa.

Guardas no seio a vigorosa raça, Sertão — mixto de paz e de ventura! — Por ti deixo o prazer, o encanto, a graça De outro lugar, onde o rumor perdura...

Quanto me alegra a verde cordilheira De tuas serras, e o bailar do som Das aves, pelas frondes da mangueira

Em teus braços senti calor e vida... Sertão amigo, hospitaleiro e bom, Só te comparo à Terra Prometida!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com termos vulgares e palavrões, ofensas, serão excluídos. Não se preocupem com erros de português. Patativa do Assaré disse: "É melhor escrever errado a coisa certa, do que escrever certo a coisa errada”