Olá, leitores e leitoras do Blog da APOESC!
É com imensa alegria que escrevo para compartilhar uma novidade literária: o lançamento do meu novo livro, "Meus Martelos em Galopes". Como um apaixonado pela métrica e pelo nosso cordel, esta obra é um mergulho profundo no ritmo e na força da nossa poesia popular.
Gostaria de convidá-los para um encontro especial na FLICOOP 2026, onde o livro estará em destaque. Para tornar tudo ainda mais vibrante, preparei um Show Poético/Musical focado exclusivamente nas poesias que compõem este novo trabalho.
Na feira, estarei muito bem representado pelas livrarias ARTBOOKS e B3S.
Um Pedido aos Amigos de Santa Cruz e do Trairi:
Além do livro, criei uma arte especial (o cartaz que ilustra esta postagem) em homenagem ao trabalhador. Meu objetivo é fazer com que essa mensagem de valorização chegue às Escolas Estaduais do nosso Rio Grande do Norte.
Peço o apoio especial dos leitores aqui da nossa Santa Cruz do Inharé para me ajudarem a divulgar essa arte nas escolas locais. A educação e a cultura caminham de mãos dadas, e nada me deixa mais feliz do que ver nossa poesia ganhando os corredores e as salas de aula.
Conto com a colaboração de todos para fortalecer esse galope da nossa literatura!
Caso queira, entre em contato comigo pelo fone/Whatsapp 84999519873 ou pelo email espacodocordel@gmail.com
Um forte abraço,
José Acaci
RESUMO E ALGUMAS POESIAS DO LIVRO MEUS MARTELOS EM GALOPES
Um livro de poesia popular nordestina, escrito em dois estilos: Martelo agalopado e galope. Tem prefácio do professor e filósofo Roberto Lima, membro da ANL, e orelhas de Aluísio Azevedo, escritor, livreiro e dono da Livraria Manibu Arte e Cultura. O livro, de 140 páginas, traz, no primeiro capítulo, as diferenças entre martelo e galope, e é composto de vários trabalhos que foram escritos há alguns anos e outros que foram escritos recentemente especialmente para o livro. Apesar de contar um pouco da minha trajetória poética, não se trata de um livro biográfico, e sim de livro de poesias cheias de lirismo, metáforas, e musicalidades que são intrínsecas ao cancioneiro dos repentistas. Durante a leitura o leitor se deleita com lindas homenagens à cultura nordestina, aos ícones da cultura potiguar, ao meio ambiente, à beleza do sertão, às mães e à amizade, além de belas reflexões sobre a vida e sobre as relações entre as pessoas.
DUAS ESTROFES DA POESIA “GALOPE DA FEIRA”
(...)
Eu vi um programa, na sexta passada,
Falava de tráfico e de passarinho,
Mostrou que era crime prender um bichinho
E mostrou os artigos da lei promulgada.
Porém, lá na feira, lei não vale nada;
O tráfico de aves é coisa banal,
É um desrespeito à lei ambiental,
Na frente do povo e das autoridades
Que passam do lado das atrocidades
E fazem de conta que é tudo normal.
Mestre Rui Barbosa, num seu manifesto,
Falou que um dia o homem que sonha
Com honestidade vai ter é vergonha
De dizer ao mundo que ele é honesto.
Com esse poema da feira, eu atesto:
O “Águia de Haia” estava com razão,
Chance de mudança só com educação,
E se os políticos mudarem seus planos,
Quem sabe daqui a duzentos anos
Mudamos o rumo da nossa nação.
Uma estrofe da poesia “É MAIS BESTA DO QUE EU”
(...)
Meu amigo Zezim me disse um dia
Que um vizinho falou que eu era besta
E eu, besta que sou, tirei minha sesta,
Fui dormir e acordei no outro dia.
Zezim veio saber se eu não ia
Reclamar pelo que aconteceu.
Eu pensei sobre o que se sucedeu
E mandei um recado só de ida:
─ Quem se importa em falar da minha vida,
Com certeza, é mais besta do que eu.
Uma estrofe da poesia “PASSARINHOS NO QUINTAL”
(...)
Mas o tempo passou e os passarinhos,
Por não terem lugar para morar,
Se afastaram tentando encontrar
Um lugar para pousar e fazer ninhos.
Não tem mais laranjeiras com espinhos,
Nem se vê mais um pé de tamarino;
O progresso selou o seu destino;
Poucos pássaros ficaram na cidade,
E hoje, vendo um pardal, sinto saudade
Dos quintais do meu tempo de menino.
Uma estrofe da poesia “O TEMPO ESTÁ MUDANDO”
(...)
Dia cinco de junho, minha gente;
Faz lembrar nossa fauna e nossa flora,
É a data em que o mundo comemora
Como Dia do Meio Ambiente.
O poeta usa o verso e o repente
Pra dizer que “o tempo está mudando,
Mude a tempo”, que o tempo está passando
E, se nós não mudarmos de atitude,
Não teremos mais tempo pra que mude
O que a voz do planeta está falando.
Uma estrofe da poesia “MÃEZINHA QUERIDA”
Mamãe, eu me lembro dos teus cafunés,
Que quando criança você me fazia,
E quando, cansado, depois que eu dormia,
Você, com carinho, cobria meus pés.
Eu sei quem tu fostes e sei quem tu és:
És boa lembrança que hoje me invade,
Estás noutra face da realidade.
No céu, és um anjo guiando minha vida,
Lembrando tua face, mãezinha querida,
Não sinto remorso, só sinto saudade.
Este livro é maravilhoso! Sou suspeita de falar por amar a poesia escrita em décimas ! E cantá-las? Quanta alegria! Digo que este livro merece ser compartilhado por todos as escolas, todos que amam poesia e que amam a cultura popular! Parabéns Acaci! Obrigada por compartilhar esta obra de arte!
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