APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 30 de junho de 2013

Refletindo Sobre o Marketing Multinível - MMN – A quem incomodar possa (Parte I) - Roberto Flávio

         
         Diferentemente do que muitos pensam, o Marketing Multinível (MMN) não é nenhuma novidade no mundo dos negócios de vendas e investimentos. Considera-se o surgimento do MMN como sendo a partir de 1941, sendo que em 1979 a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) o definiu como um negócio legítimo, ao contrário do esquema em pirâmide.
Logo, para os economistas, o MMN é uma estratégia ou metodologia de negócios com o intuito de comercializar produtos e/ou serviços, contrariamente a um sistema em pirâmide, que tão somente recrutaria pessoas com intenções espúrias de apenas movimentar dinheiro.
Não dá para fugir desse debate: seja como observador do cenário econômico, seja como investidor, habilitador, divulgador ou como se denomine em cada empresa. A questão está mais que posta no Brasil, inclusive judicializada ela se tornou.
A Lei 1.521, de 1951, aponta que é crime contra a economia popular, com possível punição de 6 meses a 2 anos de detenção, "obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos ("bola de neve", "cadeias", "pichardismo" e quaisquer outros equivalentes)".
Até aí tudo bem, enquanto marco legal. Porém, parece-nos que a legislação brasileira está um tanto defasada quando não leva em consideração que no contexto das transformações tecnológicas e da transposição de todas as barreiras de comunicação entre as pessoas, com o advento da rede mundial de computadores, as empresas passaram a fazer a distribuição de produtos e serviços diretamente ao consumidor por meio de uma rede de divulgadores independentes.
Todos os monopólios dos meios de comunicação social ou de massa estão sendo quebrados. O grande negócio da propaganda, alimentado pelos patrocinadores dos programas das redes de televisão, jornais e revistas se abalou. Verdadeiros impérios dos domínios da comunicação estão desmoronando nos Estados Unidos, na Europa e também aqui no Brasil. Agora sim, parece que é a voz e vez da “massa” que se extravaza nas redes sociais, nos “blogs” e demais publicações independentes. A proprósito, o nosso gigante estava dormindo e foi muito bem acordado por essas novas e quase que incontroláveis formas de comunicação.
Daí, obviamente, o cenário mundial da comunicação e da propaganda foi completamente modificado.  Não há um “site” ou rede social que não esteja veiculando propagandas. O nosso ‘e-mail” (correio eletrônico), mesmo o institucional, é invadido a todo instante com mensagens e propagandas comerciais. Até os acessos são medidos, valorizados monetariamente e muitas empresas cresceram e crescem vigorosamente nessa ótica (google, facebook, etc). MAIS DO QUE NUNCA E AGORA: A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO.
SENHORES DO TRIBUNAL: difundir, vender produtos e serviços em rede, postando anúncios e mesmo investindo com dinheiro para se associar a uma determinada empresa de MMN é algo lícito que, inclusive, carece de interpretação atualizada e independente da legislação.   “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós”!

João Pessoa, 30/06/13.                  Roberto Flávio Dias Câmara